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Van Gogh! Todos temos um

Foto Sarah Lincoln

Van Gogh! Todos temos um.

Vincent van Gogh nasceu em Groot-Zundert, no sul da Holanda, em 1853. Antes de decidir ser pintor em 1880, ele era comerciante de arte, professor e pregador. Seus primeiros trabalhos foram muito sombrios, embora a maioria dos grandes artistas da época usasse cores claras e brilhantes. Quando se mudou para Paris em 1886, aprendeu a pintar retratos e usar cores. Nesse período, ele criou pelo menos vinte auto-retratos. 

Após esse período, financiado por seu irmão caçula, Theo, Van Gogh passa a integrar o movimento Impressionista, fez muitos amigos e pintou suas maiores obras, oscilando períodos de extrema desorganização emocional, fazendo e desfazendo amizades, suas relações eram intensas, mesmo em períodos de abissal solidão, Vincent, era intenso consigo mesmo, na solidão fez as obras de arte mais lindas, Vincent van Gogh foi o maior pintor, o mais poético, o mais silencioso, o mais turbulento e o mais generoso. Miró o pintor espanhol fechou o ciclo da arte em sua expressão de furor e borrando tintas, talvez Miró tenha sido o único herdeiro artístico de Van Gogh, mais a vida e arte são feitas do “renascer”, e então Pollock nos presenteou com uma pintura de fúria e ira, a arte é fúria e ira, sonetos são mansidão, quadros são a confirmação da coragem, do “absoluto”, que existe em cada um de nós, Van Gogh era corajoso mesmo calado. Vincent era absorto em solidariedade e solidão. Solidão não é necessariamente estar só, solidão é uma condição de cada um de nós, quando não sentimos a necessidade de interagir, é a necessidade de nos reinventar e nos aproximar do amor próprio.   

Muitas biografias foram escritas, todas ridículas, sabemos que os biógrafos são preguiçosos e “contratam”, pesquisadores e historiadores para dar conteúdo documental em seus livros, na maioria dos livros sobre Van Gogh, ele sempre é retratado como um retardado, bipolar e com manchas de esquizofrenia, bobagens literárias para vender livros, Van Gogh era um apaixonado, se apaixonava por todas as pessoas, era apaixonado por toda sua arte, mas o grande amor de Van Gogh foi a solidão.

Akira Kurosawa, o cineasta japonês, é o único especialista em Van Gogh, a compreensão de Kurosawa sobre Van Gogh, está em se filme Sonhos, (1990). Por vezes cineastas são mais conhecedores e estudiosos que os Biógrafos.

Ninguém está tão longe de Van Gogh, todos nós temos um Vincent dentro de nós.

Somos todos capazes de lidar com a solidão e fazer arte, somos todos capazes de nos expressar mesmo que admirando pessoas que comem batatas ( o quadro de Vincent, Os Comedores de Batatas, é um retrato dos trabalhadores e de uma época onde as pessoas aparentemente eram obscuras, o obscuro era o cotidiano do trabalhador da época, o quadro é um Manifesto!)  

Alguns dirão que Vincent era louco porque cortou a sua própria orelha e enviou embrulhada para uma moça a qual ele era apaixonado, hipocrisia conformista dos que dizem ou escrevem isto,

O amor não correspondido mutila a alma. Vincent era frágil, porque pessoas frágeis amam assim de forma infantil, Vincent era alma, e não corpo.

O perigo de amar não exige coragem, exige organização emocional, Vincent era desorganizado com severas camadas de passionalidade, assim como seus quadros.

O que aprendemos com Vincent é que a vida não é um quadro, a vida é a moldura da complexidade de nossas existências, e optamos ao comum comportamento, bem organizados nas gavetas dos parâmetros sociais. Mas ainda temos Van Gogh, dentro de nós.

As artes plásticas nos ensina: amor próprio na solidão, compaixão e paixão! 

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