Sustentabilidade

Um passivo Ambiental, que pouco estabelece a Água como Direito Universal!

Airuoca – MG

Por Sarah Tempesta

A ideia de incluir o passivo ambiental na contabilidade de pessoas, instituições, empresas e governos parece simples e justa. Não adianta aquecer a casa usando como lenha as tábuas das paredes. Assim, se alguém tira algo da natureza, aparentemente nada mais justo que devolver ou pagar pelo que foi retirado.
Mas devolver a quem? Aos governos? Às ONGs ecologistas? Parece ser consenso que o ideal seria devolver à própria natureza, quer dizer: o que se tira ao explorar um determinado sítio deve ser compensado por ações de preservação ou restauração da natureza no mesmo ou em outro lugar.

Ainda assim, a quem cabe fiscalizar essa “devolução”? De qualquer forma, aos governos; não há outro jeito. Mas fortalecer o poder de governos, principalmente o do governo mundial, para o qual trabalham os membros da elite global, é sempre perigoso para a liberdade individual, especialmente das pessoas com menos meios de se defender. Todo totalitarismo começou com uma questão cujo mérito inicial era perfeitamente justo. Isso já é um clássico da estratégia, retratado não só na literatura teórica e de ficção, mas até no cinema. Um governo tão poderoso que tenha autoridade sobre o planeta inteiro para regulamentar e policiar a menor atividade humana pode tornar-se um verdadeiro desastre.

Além do mais, definir o que exatamente é dano e o que é uso racional é impossível. Por exemplo, poucos saberão que medir as vantagens ou não de reciclar todo tipo de material não é uma questão resolvida; ao contrário, é altamente controversa. Ou ainda a questão do aquecimento global: não só não se encontraram as suas verdadeiras causas, como cada dado real novo sobre o clima aumenta as dúvidas sobre o próprio aquecimento em si.
Não creio que uma elite iluminada aos seus próprios olhos tenha a solução para essas questões.
Penso que o cidadão comum, como eu, em sua grande maioria, ao passo que gosta da ideia de respeitar a natureza, entende que “sustentabilidade” é uma palavra bonita que os ricos gostam de usar para parecerem chiques e antenados apesar de não entenderem todos os fatores complexos que envolve.

Acho que é necessário cautela. É preciso que a cultura de todos os povos inclua, além da necessidade de respeitar a natureza, o perigo de impor regras universais por meio de uma polícia mundial nas mãos de uns “iluminados”. E isso vale não só para a agenda ambiental, mas para diversas outras em que princípios justos se confundem com conceitos duvidosos ou longe de resolver. A história do que os homens têm feito ao planeta e aos seus semelhantes é prova mais que suficiente de que não se deve confiar cegamente neles.
Sem doutrinas políticas ou religiosas se faz urgente o cuidado com a Água, e sim teremos um desenvolvimento sustentável!
Sustentabilidade é o cuidado com a água. Uso e o cuidado com nascentes, matas ciliares, florestas e respeito!
A Água é um Direito Universal!
O discurso de ambientalistas de “ocasião”, não é útil nem em seus pequenos territórios panfletários!

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