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A VIOLENTA EMOÇÃO DE MORO, O “CÔNGE” DA LAVA JATO.

No imaginário do Brasileiro médio, Moro sempre teve seu espaço cativo. Aos poucos foi ganhando status de herói e foi preenchendo um vazio no imaginário brasileiro, o “salvador da pátria”. Esse personagem, um Sassá Mutema moderno, esconde em sua sombra a letargia peculiar de um povo já acostumado a viver com o que se tem para hoje, o agora. A elite por sua vez, sempre viu a vida por outros olhos, e visualiza em Moro a oportunidade de realizar um golpe, através da também conhecida, justiça seletiva. Mas isso não podia partir dessa classe abastada, não podia ser uma ideia originalmente de famílias industriais paulistas, essa proposta tinha que vir de uma massa manobrável, de uma “opinião pública” maleável, que facilmente iludida com o sentimento de quase prosperidade, poderia jogar sob o pobre a culpa de seus males, que poderia colocar na meritocracia e seu discurso simplista religioso, o norte para uma maquinação ainda maior, um futuro incerto para os que produzem. Mas para isso precisaria de uma reforma estrutural no sistema vigente, retirando nomes e partidos, colocando novas nomenclaturas como “nova política” e “Brasil Livre”, mas livre de que? Para responder a essa indagação, era invocado para os megafones midiáticos um problema cultural de nosso país, presente em cada esquina de nosso território, em cada fila furada e em cada blitz comprada, a corrupção. Um problema real, a corrupção passou a ser fixação seletiva de um combate diário, de uma operação que por si só já nascia com um intuito, mudar os rumos políticos nacionais, mudando os personagens, em meio a um cenário repetido. Nasce a Lava Jato, mas não seria o suficiente. Precisaria de mais, precisaria de um herói, uma inspiração, alguém que poderia ter o apoio da burguesia e seu sonho de riqueza, que iria às ruas para dar respaldo as tramoias judiciárias e as manobras que subverteriam a democracia. Levantando um dos seus braços, estavam os interesses internacionais, mais precisamente americanos, e do outro uma elite que não sabe vencer se não dando um tiro no oponente. Assim erguia-se Sérgio Moro, o Juiz salvador, o herói brasileiro, o Ministro da Justiça, o marreco, o ladrão.