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UM DISCURSO TRÁGICO QUE REVELA UM FUTURO PIOR AINDA.

Que fique uma coisa muito clara. O discurso de Bolsonaro ontem na ONU é mais do que uma tragédia. Ele não foi um discurso para o mundo, e sim as falas de um Presidente que tem sua popularidade em baixa se aproveitando de um palanque mundial para tentar garantir seu gado. Tudo que ele disse ontem não foi novidade alguma para nós brasileiros. Só que ao usar a ONU para aquele discurso el direcionou o mundo contra nós. De uma só vez, demonstrou sua inaptidão par o cargo, afastou investidores, atrapalhou o Agronegócio, deixou claro que o meio ambiente não é uma prioridade e que o índio é algo subjetivo para ele. Em 20 minutos ofendeu Raoni, os líderes mundiais que o criticam e tirou a imagem de um Brasil que diplomaticamente sempre foi apaziguador. Deixou transparente seu atraso no tempo, se utilizando de um discurso digno do auge da Guerra Fria. O mundo agora sabe de concreto, aquilo que desconfiava, o Brasil é governado por um doido que deve ter mandado tirar as cortinas do Planalto, para que os fantasmas de Fidel, Che e Chavez não se escondam por lá. E o pior, o mundo sabe que isso não é verdade, entende-se que ele ele faz isso para esconder o principal, ele não tem a menor ideia do que está fazendo, mas o Trump tem. Bolsonaro falou para os seus, e falar pra gente que não pensa é fácil, mas ontem, o mundo ouviu. Se a ideia era virar piada no exterior, deu certo. Só que essa piada trará consequências drásticas a economia, Deem uma olhada nos números da bolsa de ontem após o discurso.

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A VIOLENTA EMOÇÃO DE MORO, O “CÔNGE” DA LAVA JATO.

No imaginário do Brasileiro médio, Moro sempre teve seu espaço cativo. Aos poucos foi ganhando status de herói e foi preenchendo um vazio no imaginário brasileiro, o “salvador da pátria”. Esse personagem, um Sassá Mutema moderno, esconde em sua sombra a letargia peculiar de um povo já acostumado a viver com o que se tem para hoje, o agora. A elite por sua vez, sempre viu a vida por outros olhos, e visualiza em Moro a oportunidade de realizar um golpe, através da também conhecida, justiça seletiva. Mas isso não podia partir dessa classe abastada, não podia ser uma ideia originalmente de famílias industriais paulistas, essa proposta tinha que vir de uma massa manobrável, de uma “opinião pública” maleável, que facilmente iludida com o sentimento de quase prosperidade, poderia jogar sob o pobre a culpa de seus males, que poderia colocar na meritocracia e seu discurso simplista religioso, o norte para uma maquinação ainda maior, um futuro incerto para os que produzem. Mas para isso precisaria de uma reforma estrutural no sistema vigente, retirando nomes e partidos, colocando novas nomenclaturas como “nova política” e “Brasil Livre”, mas livre de que? Para responder a essa indagação, era invocado para os megafones midiáticos um problema cultural de nosso país, presente em cada esquina de nosso território, em cada fila furada e em cada blitz comprada, a corrupção. Um problema real, a corrupção passou a ser fixação seletiva de um combate diário, de uma operação que por si só já nascia com um intuito, mudar os rumos políticos nacionais, mudando os personagens, em meio a um cenário repetido. Nasce a Lava Jato, mas não seria o suficiente. Precisaria de mais, precisaria de um herói, uma inspiração, alguém que poderia ter o apoio da burguesia e seu sonho de riqueza, que iria às ruas para dar respaldo as tramoias judiciárias e as manobras que subverteriam a democracia. Levantando um dos seus braços, estavam os interesses internacionais, mais precisamente americanos, e do outro uma elite que não sabe vencer se não dando um tiro no oponente. Assim erguia-se Sérgio Moro, o Juiz salvador, o herói brasileiro, o Ministro da Justiça, o marreco, o ladrão.

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E 2020?

Ano que vem teremos mais um pleito eleitoral. As eleições serão municipais e as estratégias já estão em rumo. Porém o péssimo início do mandato do governo federal pode colocar a perder as apostas de quem tenta no conservadorismo as chances de vitória. Nos municípios tudo é diferente, das alianças a maneira como se faz a nominata. Então, como será 2020?

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BOLSONARO E A MILÍCIA QUE MATOU MARIELLE.

Flávio Bolsonaro, filho do Presidente, empregou Queiroz, que movimentou 7 milhões de reais em três anos, recebendo depósitos de assessores do gabinete de Bolsonaro. Nesse mesmo gabinete também estão parentes de milicianos que presos na operação “Os Intocáveis”, são acusados de estarem envolvidos na morte de Marielle. Esses parentes também depositaram dinheiro na conta de Queiroz, que já fez depósito na conta de Michele Bolsonaro, primeira dama. Flávio Bolsonaro e as milícias é um caso de amor antigo, e o mesmo já demostrou sua admiração por milicianos ao homenageá-los e tentar, até mesmo, legalizar as milícias. O “Escritório do Crime”, organização composta por milicianos toma conta da comunidade de Rio das Pedras, local onde Queiroz ficou escondido durante alguns dias até aparecer no SBT. Tudo bem pedagógico e bem explicado, para você entender que Marielle e Anderson foram mortos pelos que estão no poder, isso é fato.

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FAMÍLIA BOLSONARO E O ASSESSOR DE 1 MILHÃO DE RAIS.

Essa semana estourou o que faltava para deixar o futuro governo sem o ar necessário para manter sua corrida. Aconteceu de tudo com os Bolsonaros. Até escândalo envolvendo assessores e o rebento eleito ao senado. Assessor de Flávio Bolsonaro, movimentou em torno de R$ 1.200.00,00. Teve cheque para a primeira dama inclusive. A verdade é que para quem falava que honestidade era obrigação, a coisa está bem estranha para o “mito”. Trapalhadas no campo diplomático, investigados que viraram ministros, reuniões com DEM, PSDB e PR para montar base, 22 ministérios ao invés dos 15 prometidos, e agora, assessor do filho com muito dinheiro sem dizer de onde veio e distribuindo para a família Bolsonaro. Mas está tudo bem,o importante é que estamos combatendo a ameaça comunista que inventou o Kit gay, a tese de que a terra é redonda e o aquecimento global. É isso aí que precisa mudar, tá ok?

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O PROFESSOR E OS FORMADOS PELA REDE SOCIAL – EXISTE POUCO O QUE COMEMORAR.

No momento em que vivemos, todos querem debater com o professor, o aluno mediano, que dormia na sua aula, mas que agora se acha um expert em História, o engenheiro pobre que se acha milionário, e o pastor que acha a Teologia a sua única história. Todo mundo com sua verdade, mas nenhum deles preparado para contar a verdade. Eu agradeço a Deus pelos meus professores, porque eles me trouxeram até aqui. E mesmo no atual estado das cosias, incluindo eu, prefiro o conhecimento que me deram, o senso crítico que me ensinaram a ter, do que a ignorância dos que repetem frases feitas e bravatas baratas. Para esses a solução não se encontra na educação.

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NO BRASIL A FACA SEMPRE TEM DOIS GUMES – ANALISANDO AS ÚLTIMAS PESQUISAS.

Por Samuel Marques No Brasil, as análises precisam ser rápidas, se demorar muito, perdeu-se tudo, porque o cenário já mudou. A últimas pesquisas divulgadas, Datafolha e Ibope, não nos trazem tons tão reveladores assim. Mas se esperava com muita apreensão os números, por vários motivos. A facada teria impacto a favor de Bolsonaro? Ciro manteria […]