Comecei a escalada triste de escrever sobre esse tema, não por eu querer, não por eu estar respondendo a alguma influência, mas por observar os últimos minutos que tomaram as redes sociais.

De um lado, temos os excessos de ódio que marcou postagens desde o período eleitoral de 2018, e que ainda sobrevive, aos dias de hoje, e a poucos minutos percebo um amigo afirmando que não há ditadura, e nesse momento, encontro um significado na própria internet para compor uma resposta mais adequada, mas neste caminho, encontrei muito além que uma resposta para as redes sociais, mas um estímulo para construir esse texto.

Então, segue o texto “Ditadura é um regime governamental no qual todos os poderes do Estado estão concentrados em um indivíduo, um grupo ou um partido. O ditador não admite oposição a seus atos e ideias, e tem grande parte do poder de decisão. “

Então, ao ler todo o texto que acompanha essa definição, percebe-se que vivemos numa batalha, de um lado, aqueles que juram que vivíamos em uma ditadura gayzista, negra, feminista, e do politicamente correto. Então, me volto ao texto anterior e percebo que o poder de decisão jamais esteve na mão da população LGBTI+, nunca esteve perto da comunidade negra e as mulheres jamais foram matematicamente representadas no governo, então, neste aspecto caiu por terra essa teoria.

Por outro lado, temos algumas representações de poder que são bastante complexas, para alguns fatos, existirem pessoas que comemoraram o falecimento de uma criança de apenas 7 anos, outras apontam que o seu avô, o ex-presidente usar o velório como palanque, e outros apenas afirmam, é um drama familiar originado a partir de um problema de saúde pública. Houveram até mesmo falas de punições divinas, demonstrando a versão de um Deus punidor, frente aqueles que se opõem aos seus atos.

Outro momento, agora no carnaval, uma escola de sampa usa uma representação cristã que aos meus olhos se assemelhou a paixão de Cristo, e que foi e está sendo duramente criticada por um grupo de pessoas que em teoria, nem estariam acompanhando um desfile que representa outras religiões que historicamente, entram em atrito. Alguns esperam, conforme suas falas, punições divinas frente a representação artística.

Daí, me perguntam, qual relação isso tem com o termo ditadura?

Parte das questões sobre o filho do ex-presidente vem da família do atual presidente, que não demonstrou solidariedade para uma família ou mesmo, se sensibilizar sobre o problema de saúde pública (talvez o gesto de afeto seja algo impensável para um presidente que trata empresas brasileiras como inimigas, mas o gesto de trazer o combate aos diferentes tipos de meningococo), incluindo-os no SUS, poderia ser um gesto muito maior para a tal “pacificação” prometida após o segundo turno das eleições.

A comunidade cristã, que comemorou a vitória do atual presidente em se posicionar em fincar seus pés no governo, inclusive reafirmando que o Brasil deixa de ser um Estado Laico e passa a ser um País Judaico-Cristão, faz com que todas as religiões e culturas diferentes dessas possam ser hostilizadas, ao bel prazer de seus critérios pessoais.

Assim, deixo apenas um raciocínio, será que temos vivido uma ditadura ou início de uma ditadura?

Talvez aguardar? Talvez apenas tornar pública essa reflexão?

Talvez eu seja também duramente rejeitado por quem discorda, até virar motivo de piadas nos Grupos de Matildes….

Verdade seja dita, o tempo trará mais respostas.

Views All Time
Views All Time
131
Views Today
Views Today
2

Global Sustentável

Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

Website

Follow Me:
TwitterFacebookLinkedInPinterestGoogle PlusFlickr



Posts relacionados

Professor não é pistoleiro

Start up da área de Compliance para o Combate à Corrupção

O Carnaval da resistência

De crime em crime, os responsáveis seguem impunes… O que fazer?

BOLSONARO E A MILÍCIA QUE MATOU MARIELLE.

Masculinidade tóxica