Cultura de Direitos

"Ser feminista é querer direitos"

Nossa entrevista, Gisele Vieira, é advogada, militou na causa dos direitos humanos e sociais indígenas no estado de Roraima e atualmente ganhou visibilidade por sua candidatura a prefeita no município de São Luiz do Paraitinga que teve como base e princípio o empoderamento da sociedade e ideias sustentáveis criativas.
Gisele conta como foi estar a frente de um projeto de cidade e ter se colocado como candidata a prefeita e ao ser perguntada sobre seu futuro político é categórica em sua resposta “Sou uma pessoa totalmente desprendida do poder.

Minha causa maior é um projeto de cidade e se para isso eu tiver que me colocar como coadjuvante, reconhecendo que uma outra pessoa represente o melhor para o coletivo, eu encaro sem problema algum” mais também não descarta que acabou o projeto de cidade “vamos continuar firmes, participando das sessões de Câmara e tentando vocificar para a sociedade a atuação do legislativo e executivo municipal” completa.

Como membro do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) foi a primeira candidata mulher independente (sem nenhum apadrinhamento político)  no pleito pela prefeitura do munícipio e pautou o debate da campanha e das propostas, ganhando visibilidade em um debate transmitido pela Rádio local. “A pauta feminista vem sendo muito cobrada de mim, não durante ou antes da campanha, mas no pós campanha. Recentemente, fomos procuradas para auxiliar na composição de um Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em São Luiz do Paraitinga

A construção burocrática de um Conselho Municipal é simples, hoje temos modelos das documentações necessárias que são facilmente acessíveis. O grande desafio é fazer cada mulher do município entender essa causa e temos que criar um meio de chegar até elas. Acredito que muitas mulheres são feministas sem se intitularem feministas. Quando buscamos a mesma vaga de emprego que um homem, quando queremos o mesmo tipo de atendimento. Ser feminista é querer direitos e oportunidades iguais e isso é uma questão de justiça. Quando criamos ferramentas para canalizar esse tipo de ação, isso é muito positivo, mas hoje para empoderar uma mulher  é preciso convence-la de que é necessária a sua participação dentro dessas ferramentas em busca de direitos. Isso é básico e necessário”.

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