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Se essa escola fosse minha…

Por: Cristiano Ricardo

Se fossemos sustentáveis, a porta estaria aberta, a educação é tão livre quanto a arte, tão complexa pois trata da humanidade, tão específica quanto a ciência, tão bela, quanto a natureza.

Se estivéssemos em um planeta mais justo, certamente os recursos para a formação de uma sociedade cada vez melhor seria um ponto que ninguém fosse questionar o trazer outras prioridades, mas ao mesmo tempo, todo desequilíbrio da ausência do acesso ao alimento, da segurança, da mobilidade, do acesso à saúde também seriam prioritários… mas se formos todos educados, no período eleitoral não seríamos manobrados pelo discurso fácil… e isso é moeda.

Se fossemos construir escolas sustentáveis, parte do alimento consumido seria produzido pelos próprios alunos, gerando conhecimento para a vida, gerando uma redução de custos e respeito ao meio ambiente, especialmente se a origem deste alimento fosse vegetal, impactando positivamente na saúde daquela nova geração. E não apenas algo que se deve colocar água e vai gerar volume, com capacidades nutricionais e palatáveis questionáveis.

Se essa escola fosse minha, as salas não seriam divididas entre crianças da comunidade e crianças que não são, nem da sala das crianças da rua de cima, e da rua debaixo, nem por raça, nem crianças que são fisicamente diferentes de outras, por alguma particularidade de seu corpo, pelo fato de apenas não ver, pelo fato de apenas não ouvir, pelo fato de apenas não ser padronizado igual. E se todos são iguais em sala de aula, aprende-se desde sempre que não há distinção entre pessoas nesse país, e isso é lei.

Se pudesse ter nessa escola onde a turma viesse a sentar em círculos, onde o professor iria apenas de professar, e sim, educar, estimular e tutorar, onde aquele aluno que fosse além, não fosse taxado de “cabeçudo”, “nerd” ou “chato”, e aquele que tivesse mais dificuldade, não fosse taxado de “burro”, “lento” ou “bagunceiro”, apenas as crianças são como são, com metas sim, para que o aprendizado ocorra, mas as metas fluidas, assim como é a sociedade, onde os potenciais são valorizados e os pontos de melhoria, são apenas pontos a melhorar.

As escolas não precisam ser planas, mas ao invés de escadas, existam rampas, pois assim todos terão acesso igual, que tenham além de bibliotecas e computadores, tenham hortas e laboratórios, que possam sim, não ser além de uma extensão do lar, ou um oásis em meio ao caos, mas que seja um local de oportunidades para ser quem quer que seja, desde que seja feliz.

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Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

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