Brasil Econômia e Política Sociedade

QUANDO A QUINTA SÉRIE CHEGA AO PODER.

Por Samuel Marques.

Não podem haver dúvidas sobre uma coisa, estamos entregues a um bando de despreparados, e em todos os sentidos.O Governo que está prestes a fazer doze meses conseguiu nessa última semana mais uma faceta, superar seus limites de ridicularidade. Três acontecimentos deixaram isso bem a mostra, MS podemos ficar aqui mais 15 páginas dissertando sobre a incapacidade dessas pessoas de apresentarem qualquer coisa.

Sobre estes últimos dias o cardápio é extenso, como sempre. O Presidente em sua live semanal, acusou o ator Leonardo Di Caprio, de estar financiando Ong’s para colocar fogo na Amazônia. Isso mesmo, foi isso que você leu. É inacreditável que um Presidente da República fale isso, e sem apresentar qualquer tipo de prova, só convicção. Mas o Presidente e sua trupe são bons nesse tipo de modalidade, de jogar fake news para sua galera. No caso da Amazônia pegando fogo, o Governo logo tratou de acusar as Ong’s, enquanto dizia que estava tudo sob controle. No caso do óleo nas praias do Nordeste, o Greenpeace foi acusado. São dos mesmos criadores que o Aquecimento Global é uma invenção comunista, a Terra é plana e Kit Gay nas escolas.

Em meio a uma alta do dólar absurda, e a disparada do preço da carne bovina, o Presidente deu de ombros e disse que não ia se meter. Ele mesmo há meses atrás tinha afirmado que todos podem ajudar o meio ambiente fazendo suas necessidades fisiológicas, dia sim, dia não. Com relação ao dólar, temos algo ainda pior. Para um governo que antes de ser governo, vendeu à ideia que sendo eleito, a moeda americana cairia vertiginosamente, chegamos a patamares recordes. Mas mesmo diante de tal caos, o Presidente preferiu combater a Folha de São Paulo, a excluindo de uma licitação pública, que obviamente é ilegal, e tentando jogar pra sua galera uma fumaça. E mesmo diante do dólar a valores estratosféricos, o Paulo Guedes preferiu falar de AI-5.

Para melhorar ainda mais a situação, o aliado de Bolsonaro, Donald Trump, decidiu taxar o aço e o alumínio brasileiro, expondo a falta de política internacional deste governo. E neste quesito temos muito que falar. Existe um risco muito grande quando se fazem acordos com um governo de um país e não com o país. Governos mudam, e lá nos Estados Unidos, o próprio Trump está caminhando para um Impeachment. O Brasil fez de tudo para agradar o patrão americano. Liberaram vistos, deram a Base de Alcântara, abriram mão da posição de emergente na OMC, e até rolou um “I Love You” para Trump. Subserviência maior nunca houve, nem nos governos militares, até porque eu sempre entendi que militar não era entreguista, mas Bolsonaro não é militar, sua carreira no exército fora marcado por insubordinação e atos de terrorismo. E mesmo diante disso tudo, O Brasil recebeu dos Estados Unidos um nada. Não foi indicado a OCDE, e ainda viu o Presidente americano acusar o Brasil de estar desvalorizando a moeda para prejudicar os americanos. Ah, vale lembrar que acusou também a Argentina. Os “hermanos” estão em uma crise profunda mudando o governo. No Brasil, estamos gastando milhões das reservas para comprar dólar e deixar a situação menos pior. Diante disso tudo, Bolsonaro sorri.

Falei apenas de uma semana de bagunças, de desgoverno, e sem citar os pacotes de maldade contra o trabalhador. Até desobrigar as cotas de trabalho para portadores de necessidades especiais, esse governo propôs. Não citei a louca da Damares, Ministra Pentecostal, e do Ministro da Educação Abraham Weintraub, esse último o cúmulo do absurdo.

Se fossemos governados pela quinta série estaríamos bem melhor, eles levariam mais a sério, pelo menos no final do ano.

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Samuel Marques

Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.

Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.

Samuel Marques
Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.

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