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Comumente os atores são construídos no ego, arrogância e vertigem.

A pressão que os atores sofrem, elevam a incapacidade de se humanizarem, o que nos afasta deles, óbvio.

Certa vez nos idos dos anos 2000, uma conhecida minha disse que viu Joaquin Phoenix em um bar no Rio de Janeiro, eu creio que seja mentira, pois eu conheço muitas pessoas que já me disseram terem visto Joaquin Phoenix em todo o canto do mundo e sempre vestindo um terno roxo, deve ser uma lenda urbana que se espalhou entre os ardorosos apaixonados por Joaquin, assim como eu. Essa lenda de ver Joaquin em bares, parece muito com aquela história do peixe Beta, na minha adolescência em Curitiba, todos tinham um peixe Beta roxo, que misteriosamente desapareciam, inclusive o meu peixe Beta desapareceu, o qual comprei no Mercado Municipal de Curitiba, eu comprei e centenas de adolescentes curitibanos compraram o peixe Beta.

Peixe Beta, Talking Heads e bala de hortelã era o kit básico de sobrevivência de um adolescente curitibano e River Phoenix no cinema era o oásis!

River Phoenix morreu, perplexidade absoluta. Era o melhor ator e trazia a essência de uma geração. River e Joaquin eram irmãos, todos sabem, mas o que poucos sabem é que esses irmãos quase foram ao abismo da loucura por conta da insanidade dos pais, o sobrenome Phoenix foi idealizado pelos pais, River morreu e Joaquin assim como a Fenix grega, ressurgiu da mais absoluta força e angústia que o tornou o melhor ator de todos os tempos, ele carrega um pedido de redenção e de segunda chance para a vida, e a vida sempre lhe retorna, e ele nos presenteia com reflexos de nós mesmos em suas interpretações viscerais.

Joaquin, carrega o mundo e cada um de nós está ali, Joaquin nos tira o fôlego, amarra nossas paixões, nos faz sorrir um sorriso melancólico, fechamos os olhos e choramos, Joaquin é interprete, mas também um transformador, tudo se torna uma obra de arte, até mesmo um filme tão constrangedor e uma centelha psicótica como o filme Gladiador.

Em o Homem Irracional, Abe , personagem de Joaquin, um professor impotente de Filosofia ( por que não?), consegue explodir a arrogante bolha acadêmica, expondo o quão perversa e ridícula é a vaidade da “vida” universitária.

Entre os críticos de cinema, os especialistas, não existe o melhor filme de Joaquin Phoenix, existem as melhores interpretações, as possibilidades de margear o humano demasiado humano de Joaquin, abissais são!

Joaquin Phoenix é um ator sustentável, porque sustenta sua verdade, a verdade é a arte.

Precisamos de Joaquin Phoenix, porque precisamos nos ver e rever em personagens complexos e extraordinários, mesmo que Joaquin consiga fazer da realidade uma incômoda ficção, mas o que incomoda é importante, é construtivo.

Em tempo: I’m Still Here de 2010, é um quase documentário. Joaquin conseguiu o impossível, ser apenas Joaquin Phoenix.

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