Na última década observamos algumas curvas interessantes, de um lado, tivemos uma onda de atração a literatura que tornava escritores verdadeiras celebridades que movimentavam grupos de fãs, o que atraia novos escritores. Porém, percebeu-se que além do estilo, temos também bolhas de assuntos, tornava o ambiente bastante interessante. Eram livros sobre bruxos, livros sobre vampiros, livros de biografias de pessoas vivas e jovens, livros de autobiografias, livros de culinária, livros de guerreiros templários, livros de autoajuda, livros espíritas e até livros sobre como escrever livros.

 Este movimento fez com que, novas empresas, novos negócios e novos autores, surgissem, inclusive alguns especialistas em construir sucessos na autoria, confesso que eu fiquei tão empolgado com a onda que quase me motivei a me dedicar mais a arte de escrever, porém, sempre fiquei com uma dúvida, há público para tudo isso? Aqueles fãs, leriam realmente toda aquela onda de textos? As redes sociais, os textos curtos e outras formas de se comunicar, mais fáceis não iriam impactar nessa onda? Temos mesmo uma onda ou uma bolha? Uma onda passa, uma bolha explode, e como iria ficar o mercado depois de tudo aquilo?

E com o tempo, olhando as livrarias, novas marcas e lojas por todos os lados, parecia que o termo “Patria Educadora” que foi utilizado pelo governo federal parecia fazer sentido, mas também de mãos dadas ao governo  e seus stakholders, uma crise política, uma crise institucional e uma crise econômica, juntas fazem com que a falta de dinheiro e emprego, tornam a venda mais reduzida, entre ter dinheiro para se alimentar e comprar um livro impresso, é claro que o alimento é a opção, e a cultura normalmente é a primeira a ser limada da lista de prioridades.

Novos selos, novas editoras, novas gráficas, tudo isso começou a ruir, junto com a ampliação das redes de livrarias, com as pequenas livrarias online e um impacto profundo nas pequenas livrarias que não possuiam personalidade própria e público cativo.

Desta forma, o caminho editoral ganhou a força da personalidade, quanto mais direcionada a editora e livraria, maior a possibilidade de encontrar o público alvo e manter sua infraestrutura, que não mais poderá ter o formato original, e isso precisa ser sempre pensado.

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