O ateísmo e a Revolução Francesa, a farsa da Revolução Francesa e o retorno à crença Cristã e a construção de sociedades “sustentáveis”, através das Igrejas!
E o anúncio de um Calendário Revolucionário: Almanach dês Honnetês Gens (1788 a 1801).

Por Sarah Tempesta
O ateísmo assim exposto não parece poder precisamente em virtude de sua possibilidade social, fugir da liturgia e de uma ou outra forma de religiosidade comunitária. O que esse ateísmo enfatiza é a substituição da idéia de Deus pela de um dever coletivo sagrado e da emoção da fé religiosa por uma piedade considerada mais natural. Com tudo isto, o ateísmo se aproxima muito de algum tipo de deísmo. ( doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando as religiões). Durkheim ( antropólogo e filósofo Francês), certamente não hesitaria em observar que se o ateísmo podia ser pensado como uma prática realizada por uma comunidade, que a entende como um dever sagrado e como uma reação de piedade natural no homem, sociologicamente deve-se falar de uma religião. Os progressos do ateísmo durante a Revolução Francesa serão seus próprios limites: sua divulgação social, sua facilidade de congregar e celebrar e sua fácil conexão com estilos próprios à religião natural, farão o ateísmo competir enquanto religião – enquanto fé e celebração litúrgica ou social – com as outras formas de religião. Nessa situação, perderá para o deísmo e também para o cristianismo.
Confrontado com o deísmo robispierrista ( Robispierre, advogado e político e uma das mais importantes personagens da Revolução francesa) , não poderá substituir o legado deísta da filosofia iluminista nem a crítica do ateísmo aristocratizante e enaltecedor do individualismo. Confrontado com o catolicismo, não conseguirá se colocar acima das exigências sociais – revolucionárias – da caridade cristã. Contudo, a implantação dos cultos à Razão e à Liberdade, embora vinculados ao deísmo, também o foram a esse ateísmo praticado com religiosidade. E obras como o novo calendário revelarão algumas possibilidades de transcendência humana tipicamente naturalistas e ateias.
O próprio Sylvain Maréchal( poeta, filósofo e precursor do Anarquismo), que também não deve ser esquecido como redator do Manifesto dos Iguais, divulgava em 1788 um Almanach des Honnêtes Gens ( um almanaque que substitui santos por pessoas famosas, anunciando um futuro calendário revolucionário), onde já dividia os meses em décadas; propunha como 114 festas extraordinárias a do amor (31 de março), a do himeneu (31 de maio), a do agradecimento ou ação de graças (31 de agosto) e a da amizade (31 de dezembro). Cada dia recebia como invocação o nome de um sábio, de um político que se distinguisse por sua grandeza e nobreza e também dos fundadores das grandes religiões, bem como o de Thomas de Kempis e de Malebranche. As invocações de 25 de dezembro eram Jesus Cristo e Newton. A publicação desse almanaque valeu a Maréchal três meses de prisão.
Após sua prisão, esquecido foi!
Suas intenções nos remete a contemplação das boas intenções dos solitários homens de bem em busca da revolução e construir a igualdade e justiça!
O tempo passou, os oligarcas perceberam a possibilidade de lucro e doutrinação através da pseudo liberdade da fé e a permissão para as Igrejas atuarem com as suas respectivas doutrinas cristãs. O cristianismo controlado por um sistema político abastece os interesses capital. No passado e presente.
Algumas igrejas conseguiram se manter livres do escárnio do comercio da fé e assim, muitas comunidades, cidades e até mesmo países seguiram construindo sociedades sustentáveis no mais amplo sentido da sustentabilidade ou seja, construíram escolas, bibliotecas, acolhimento para atendimento médico, respeito as boas práticas alimentares e comportamental.
Certamente Jesus Cristo estava ali com esses heróis da fé, que resistiram as perseguições, o ateísmo e os desmandos dos que crêm serem os donos do mundo.
O mundo pertence aos que tem fé!

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