A vida imita a arte, a arte imita a vida!

Todo mês de maio a nossa atenção se volta ao consumo, o que comprar nos dias das mães?

Compramos e tecemos elogios às nossas mães, pouco observamos nossas mães, um jogo de panelas ou um artesanato para fazer a linha descolado está valendo!

Particularmente eu não compro nada! Mas levo para almoçar fora. Um sentimento de culpa e outros transtornos do capitalismo, o de tirar a mãe da cozinha e da pia suja.

Lugar de mãe não é na cozinha! Lugar de mãe é onde ela decidir que seja o seu lugar. Mães são pessoas com limitações e excessos de predicados.

As limitações: acreditar que nunca crescemos e que somos incapazes, e que um meteoro vai atingir seu filho mesmo na calçada de casa. As mães são extremamente protetoras, um erro absurdo porque afinal elas também precisam viver as suas vidas e esquecer os meteoros, asteroides e a moça do tempo da televisão, aquela que faz as nossas mães sofrerem por antecipação por conta do clima e o clichê se estabelece: – filho vai chover!

Os predicados: mães são as únicas pessoas que nos ajudam sem pedir nada em troca! É tanto amor que até sufoca. São generosas e estão sempre em estado de observação, observando o mundo dos filhos, cada movimento, cada anotação em papel, cada roupa e a frase: &# 8211; filho quem é fulano?

As nossas mães inventam a vida e fazem arte o tempo todo, inventam uma vida linda quando somos crianças. Depois crescemos e o lindo é horroroso, e  descobrimos que tem gente cruel no nosso mundo encantado, mesmo assim as mães insistem que são situações passageiras e tudo vai ficar bem!

Quando as mães fazem arte, fazem com maestria.

Nas crises financeiras as mães são o ponto de equilíbrio das famílias, as mães são capazes de deixar de comer ou comprar algo para priorizar seus filhos. Os problemas se intensificam e as mães continuam a nos proteger, resolvem tudo. Tudo mesmo!

E o casamento?

O casamento da sua mãe pode ser horrível, como são mesmo, mas as mães aguentam tudo até onde conseguem, pelos filhos!

E quando as mães trabalham?

Quando as mães trabalham, e isso já é uma realidade consolidada desde a apocalíptica Revolução Industrial, que só revolucionou mesmo a riqueza dos que já eram muito ricos , enfim o mundo sendo o mundo, mas as nossas mães já vieram de gerações de mulheres da classe trabalhadora, o que resultou em mulheres extremamente competentes mantendo tripla ou infinita jornada de trabalho: casa, marido, filhos, trabalho, casa, marido, filhos… e os estudos e sua vida lá no final das etapas ou nem existe mesmo.

As mães tem a capacidade de utilizar as miudezas da vida para serem felizes, fazem isso por amor. Essa capacidade de amar tanto a ponto de ser suficiente de ser feliz com a felicidade dos filhos, só as mães possuem.

Mulheres a vida é Fargo!

Esse filme descarta apresentações, uma obra prima dos irmãos Coen.

Retrata este filme, as múltiplas capacidades de uma mulher grávida, já uma mãe de costumes medianos. Elogia o marido o tempo todo para que este se sinta sempre protegido, trata bem seus colegas de trabalho e soluciona um crime em meio as nevascas e toda a dificuldade de lidar com as limitações que a cercam que vem por situações externas: marido acomodado, equipe de trabalho lenta e tarefeira ( um comportamento quase erudito do funcionalismo público estado unidense), frio demasiado e uma rotina absurdamente insana da vida interiorana dos Estados Unidos.

Semelhanças com a vida de muitas mães brasileiras?

Sim, muitas semelhanças e o aspecto que dá o tom maior na narrativa do filme e da vida real: a capacidade das mulheres de serem capazes de resolver tudo, inclusive a sua infelicidade, transformando em felicidade a rotina. Rotina obtusa e robusta, ainda sim rotina!

 

 

 

 

 

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