Mudar é dolorido, mas é necessário, se não houver mudança, você não faz parte da sua própria vida!

Muitas vezes temos  a impressão que uma pessoa depressiva está doente e que não pode fazer parte da sua vida.

Quem é o doente? O depressivo ou o intolerante?

Essa semana estava lendo uma biografia do Freud, e ele realmente supera as expectativas, apesar de que eu discordo de toda a contextualização freudiana, mas de todo modo o fato de discordar não quer dizer deixar de admirar.

Freud, era e foi o maior psicanalista ou observador sistemático da sociedade, não sei se Freud necessita de uma nomenclatura para o que ele fez de útil para o mundo.

Pessoalmente, eu vejo a obra freudiana muito dramática, mas a passagem dele neste mundo foi incrível, a sua humildade em reconhecer que Dostoievski foi o melhor escritor, e o melhor “sociólogo”,  de todos os tempos. Talvez o único.

Freud, nos deixou uma lição, um aviso importante para a vida, mudança!

Freud era portador de depressão, fortíssima, e sabia, aceitava e fazia sessões de psicanalise com uma pessoa muito próxima, que também era psicanalista.

Freud, precisou mudar a sua personalidade complexa, a mudança se deu em nome do amor pela sua família e não por um ato egoísta onde a mudança só o beneficiaria, do ateísmo ao judaísmo ele mesmo com suas convicções como ateu, educou seus filhos com a orientação religiosa do judaísmo, pois sabia das suas limitações como uma pessoa depressiva e que talvez em um determinado momento seria importante priorizar os filhos atribuindo algumas conveniências do mundo ocidental. Freud, sabia que ele não ficaria muito tempo entre nós, ou com ele mesmo!

Todos os dias eram torturantes para Freud, o excesso de inteligência em um mundo tão precário e ordinariamente ignorante, era um martírio, muitas pessoas depressivas são mais inteligentes  e sensíveis que as demais, o que explica a depressão adquirida, essa é aquela a qual a pessoa não consegue mais viver com as outras pessoas, com a precária rotina e a mediocridade do humano demasiadamente humano.

Para estancar a tortura da depressão diária, o psicanalista austríaco por escolha própria, pois ele tinha muitas dúvidas sobre o local exato de seu nascimento, mas sabia de coração e da educação recebida que era judeu, mas escolheu a Áustria como ninho, casa e vida, onde se casou e teve seus filhos e também tinha muitos amigos. Ter filhos e amigos não excluí qualquer que seja a pessoa da depressão. Freud decide então pelo exercício da mudança, mudança de hábitos e se fez uma pessoa mais acessível, vivia a vida, mesmo com a doença da depressão.

Freud tomava diariamente café com os amigos ao fim do dia, ia a sauna uma vez por semana, lia quatro livros por semana, atendia cerca de vinte pessoas por mês em seu consultório, e aos finais de semana escrevia seus artigos e ensaios. Como marido, foi um marido mediano, razoável dentro das possibilidades que lhe cabiam, como amigo ele era raso o aprofundamento era fator limitante, mas era gentil.

O mais interessante em qualquer pessoa que tenha sido uma grande personalidade inspiradora, é observar se essa pessoa em algum momento utilizou a mudança profunda para contribuir e retribuir!

Mude, retribua!

Mudar, não é deixar de ser você mesmo. Mudar é um passo, por vezes pequeno e vagaroso, mas é a generosidade de estabelecer os seus limites e estar bem com as pessoas que você gosta, muitas pessoas depressivas são até mais felizes que as ditas pessoas “normais”!  Ninguém é normal! Aliás a tal normalidade é o que mais adoece as pessoas…

Viva a sua vida com o que você tem, se você conseguir mudar, tudo ao seu modo vai se encaixando, e a felicidade é estar feliz consigo mesmo, do seu modo, através da sua mudança!

Os processos são doloridos, o ser humano é complexo, mas a vinda de atitudes simples e humildes podem amenizar as dores profundas.

Faça a mudança! Somos capazes.

#SetembroAmarelo

  

 

   

  

 

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