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A American Psychological Association reconhece a masculinidade tóxica neste último dia 10 de janeiro, o que ajuda aos profissionais da psicologia dos EUA a atuarem neste aspecto, mas antes, temos que nos pergunta, mas que raios é isso de masculinidade tóxica?

“Masculinidade tóxica é uma descrição estreita e repressiva da masculinidade que a designa como definida por violência, sexo, status e agressão, é o ideal cultural da masculinidade, onde a força é tudo, enquanto as emoções são uma fraqueza; sexo e brutalidade são padrões pelos quais os homens são avaliados, enquanto traços supostamente ‘femininos’ – que podem variar de vulnerabilidade emocional a simplesmente não serem hipersexuais – são os meios pelos quais seu status como ‘homem’ pode ser removido. Alguns do efeitos da masculinidade tóxica estão a supressão de sentimentos, encorajamento da violência, falta de incentivo em procurar ajuda, até coisas ainda mais graves, como perpetuação encorajamento de estupro, homofobia, misoginia e racismo”.

  • Fonte: Manual do Homem Moderno

Desta forma, fatores como a violência no trânsito, violência contra a mulher, LGBTIfobia, brigas entre torcidas organizadas, observamos que podem levar homens a desenvolverem problemas de ordem social e legal. Uma vez que essa pessoa pode, com receio de “deixar de ser homem”, ferir outros que apenas querem seguir suas vidas, ou em casos explosivos, também querem apresentar-se como “homem”.

Socialização para corresponder à ideologia tradicional de masculinidade limita o desenvolvimento psicológico de homens e seu comportamento, resultando em pressões e conflitos relacionados ao papel de gênero e influencia negativamente a saúde física e mental.

Segundo a American Psychological Association, a masculinidade tóxica tolera e até promove a agressividade – inclusive em relação à mulher -, os comportamentos de risco (uso de drogas, promiscuidade) e a resistência a procurar tratamento de saúde mental, quando necessário.

A masculinidade tóxica é também tema recorrente do psiquiatra e autor norte-americano Frank Pittman, especialmente as maneiras pelas quais a masculinidade tradicional literalmente prejudica os homens. Os homens vivem sete anos menos do que as mulheres, têm taxas de mortalidade mais altas por homicídio, suicídio e acidentes além de serem as maiores vítimas de câncer de pulmão e cirrose. Pittman enfatiza que as normas da masculinidade exigem que a própria masculinidade seja perseguida por toda a vida. Pittman relaciona a masculinidade tóxica a homens que foram criados por mulheres sem terem um modelo masculino.

No Estado de São Paulo, por exemplo, o número de assassinatos e suicídios de homens é muito superior ao de mulheres, mas também, os assassinatos de mulheres estao em sua ampla maioria, relacionados ao feminicídio, o assassinato de mulheres apenas por sua condiçao de ser mulher.

Grupos de apoio para homens frente a masculinidade tóxica ja existem no Brasil, dentre eles o Cura Masculina, onde temas como este sao discutidos com profundidade em formato colaborativo.

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