Brasil

Luiz Philippe de Orleans e Bragança, ele é feito de história, sustentabilidade e democracia…

Luiz Philippe de Orleans e Bragança, é um brasileiro que acredita no Brasil.
A sua origem, seu sobrenome e uma relação afetiva com o Brasil o define!
Acredita que cada um de nós pode fazer deste país um bom lugar. Um lugar com
justiça, igualdade e oportunidade para todos!

 

GS: O Brasil passa por um momento  de transformação,  o que pode ser muito interessante  no que se refere um provável  projeto de construção de um projeto democrático e o debate social e contabilizar ganhos e perdas do país,  afinal o Brasil é possível? 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: Sim.  Os problemas são vários mas as causas são poucas.  Resumo as causas em 4 grandes focos: muito poder na mão do presidente da republica, muita centralização de criação de leis e impostos em Brasilia, pouca soberania popular capaz de limitar os avanços dos agentes do Estado como a burocracia e a natureza interventora na economia e na sociedade da nossa constituição federal de 1988.  As soluções advém de definir o foco do nosso problema corretamente.  A grosso modo se resolvermos esses 4 problemas o Brasil terá um futuro como jamais vimos em nossa história.  Não será da noite para o dia mas certamente será a base para um grande país.  Quanto mais evitarmos encarar esses itens como o foco dos nossos problemas mais tempo perderemos tentando re-inventar a receita de bolo que dá certo e por consequência retardaremos esse futuro que sempre tivemos.  Muitas das nações desenvolvidas, de uma maneira ou de outra, resolveram essas mesmas questões em algum ponto de suas historias e hoje colhem os frutos.

GS: Por que nunca discutimos uma economia  sustentável e justa, por que o Estado finge ser a engrenagem das cadeias produtivas do Brasil uma vez que o Estado brasileiro não reforma ou cria alternativas para a economia?  Por que o Brasil insiste em um cenário arcaico e mediavel na conjuntura sócio econômica,  a quem ( as teorias conspiratórias contra nosso país são reais?), esse fator que escraviza o brasileiro interessa? 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: Na minha opinião a sustentabilidade da economia é resultado do quão fácil ou difícil é para se participar dela.  Numa economia regulamentada como a nossa, em que todo o trabalho é regulamentado e toda iniciativa privada é regulamentada, se torna insustentável ter a expectativa de criar uma economia vibrante gerando cada vez mais oportunidades.  A burocratização de todas nossas atividades econômicas chegou ao ponto de saturação.  O controle do Estado é total.  Isso compromete a o outro item relevante da questão:  a justiça econômica.  A justiça na economia se materializa quando um indivíduo em situação de carência resolve trabalhar ou empreender e não sofra limites impostos pelo Estado.  Esses limites são criados pela regulamentação que acabam por pre-destinar o trabalhador e a livre iniciativa a mediocridade.  Somente os grandes empresários, que ajudam o Estado de uma maneira ou de outra, contam com as excessões das regras do Estado.  Aos demais prevalece a burocracia. É essa a situação do Brasil atual.  O Estado concentra os meios de produção em si e regulamenta todo o resto limitando as capacidades de ascensão social dos trabalhadores e de competitividade dos pequenos empresários.  Isso não é sustentável ao longo prazo e nem é justo com o trabalhador que queira melhorar sua condição de vida.

GS: O Brasil deve reestruturar seus segmentos do desenvolvimento econômico ou podemos acreditar que absorver um modelo econômico como o da Alemanha,  seria possível mesmo o Brasil sendo um país continental e sua dimensão territorial deve ser avaliado?

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: Hoje no Brasil não temos livre iniciativa mas sim uma iniciativa regulada.  Na Alemanha durante a república de Weimar e durante o nazismo era similar.  No entanto o modelo alemão após a Segunda Guerra Mundial mudou.  O Estado limitou-se para garantir que a livre iniciativa permaneça livre.  O que isso significa?  Significa que o Estado alemão agiria somente quando a livre iniciativa, a concorrência e competitividade de sua economia começasse a sofrer em decorrência da ação de oligopólios e monopólios que por ventura viessem a se formar.  A diferença é que o alemão percebeu que o controle dos meios de produção por grandes empresas ou pelo Estado não são capazes de gerar as oportunidades que o alemão tanto precisava para se reconstruir no pós-guerra. Desde então políticas que dependiam de controles de preços, estatais,  planos nacionais orquestrados centralmente pelo Estado alemão foram rejeitados.  Em seu lugar re-surgiu a verdadeira livre iniciativa e autonomia local.  Atualmente a Alemanha permanece um pais com alto índice de regulemantacao quando comparado aos Estados Unidos por exemplo, mas a natureza e intento dessa regulamentação é essencialmente em prol de um manter o sistema econômico livre.   O tamanho do Brasil favorece essa mesma descentralização e foco na liberdade da livre iniciativa.  Imaginar que com uma política central e única teremos a capacidade de resolver toda diversidade de problemas do Brasil em seu vasto território e variedade de contexto social não é ser realista.

GS: Por que ninguém verdadeiramente disserta e traz alternativas sustentáveis para este país?  Nenhum partido político tem interesse na sustentabilidade,  a sustentabilidade hoje no Brasil é para arrecadar uns poucos votos e passar a impressão para a população de quem é favorável à sustentabilidade é ungido,  purificado como uma planta, mas sabemos que países desenvolvidos integraram seriamente a sustentabilidade em aplicações de políticas públicas.  Qual o seu conceito? 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: Bem como eu defini antes a sustentabilidade vem do propósito natural de cada região encontrar sua competência e propósito e que a população local consiga se beneficiar dessas vocações locais através de seu livre empreendimento.  A sustentabilidade portanto requer que agentes públicos parem de interferir e criar empecilhos para que esse potencial seja desbloqueado.  No entanto isso é um contra senso para políticos e para a burocracia.  Significaria abrir mão de poder e pararem suas atividades para que a sociedade possa reagir por conta própria.  O fato de não termos esse dialogo  com propostas nessa linha atesta para o problema mais profundo.  Temos um problema de valores de fundação.  Nossa constituição de 1988 prega um Estado assistencialista que tem de fazer absolutamente tudo.  Por isso que candidatos a cargos políticos não se restringem em suas promessas mirabolantes.  Prometem de tudo por que o constitucionalmente é permitido que eles façam de tudo.  É impondo limites a esses políticos e burocratas focando o Estado em sua missão de fazer bem seu papel fundamental na segurança, justiça e ordem institucional que começaremos a ter resultados nas outras áreas de educação, saúde e moradia sem que esses agentes insistam tanto em criar planos espalhafatosos.  Em outras palavras, os políticos e burocratas querem fazer no que dá voto e popularidade e não no que dá resultado e como povo somos levados a crer que isso é o certo.

GS: Seremos felizes, seguros e sustentáveis e com uma sociedade mais justa e um “Estado” menos perverso com o povo brasileiro? 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança: Sim. A consciência política do brasileiro despertou.  Despertou para ver que o Estado está em todas as áreas de nossas vidas e muitos estão vinculando esse contexto ao nosso atraso.  Agora precisamos de uma renovação política de verdade para colocar sangue novo com novas idéias para abrira o sistema político ao eleitor consumidor pagador de impostos.  Quando esse segmento tiver os mecanismos para se proteger das ações nocivas de políticos e de burocratas de sua cidade, de seu estado e da união teremos uma chance de termos uma sociedade compartilhando do comando da coisa pública.  Ao final políticos e sociedade tem de agir como pai e mãe (ou vice versa) da coisa publica e preservar o bem comum da mesma.  Delegar todo o controle da coisa pública a nossos representantes já vimos que não é o caminho. Só quando atingirmos esse nível de guarda compartilhada teremos a sustentabilidade de uma sociedade digna.

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