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Incel, a nova geração

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Incel, a nova geração…

“Incel é uma referência a membros de uma sub cultura online que se definem como incapazes de encontrar um parceiro romântico ou sexual, apesar de desejarem ter, um estado que descrevem como inceldom. Auto-identificados “Incels”, são quase exclusivamente homens heterossexuais.” Normalmente não estudam, não trabalham e não lhe conferem vida social…” (fonte: Incel anônimo).

As impressionantes gerações que apareceram, depois que envelhecemos.

Observamos e pensamos: O que fizemos de errado? Será que esquecemos de dar aos jovens os discos da Big Mama Thornton? Sim por que certamente algo está errado, ironia à parte, talvez os “Incels”, não gostem de música, porque música agrega e traz afeto com outras pessoas, os “Incels” não querem conhecer pessoas, são anônimos e silenciosos, mas estão entre nós, o tempo todo.

Conheci um Incel, faz poucos dias. Conversando sobre games ( eu não jogo vídeo game, mas sou da geração Odissey, o vídeo game jurássico que antecedeu o Atari), enfim, eu puxei assunto e o Incel me disse que jogava com pessoas do mundo todo, eu não sei pronunciar os nomes dos jogos, o Incel também me disse que eles passam uma média de dez horas on line! E não trabalham, não estudam e quando namoram é virtual, nunca e jamais presencial, eles preferem assim, basicamente são sustentados pelos pais e pouco se interessam por faculdade e não se interessam por nada.

Quando você inicia uma conversa com um Incel, é um cenário meio Arcade Fire, um cenário seu, não do Incel. Os “Incels”, não se definem ou criam colunas musicais, ou colunas teatrais, ou subversão tórrida aquecida pelos hormônios da adolescência para que possamos identificá-los em algum lugar do mundo! Eles não estão nesse mundo, no mundo deles tem oxigênio, vídeo game, apps, zonas de conforto e zonas de perigo, sempre na deep web, na deep web morava o perigo, agora não mora mais, todo mundo acessa.

Eu acreditava, na minha ingênua existência nesse planeta, que tristeza era não trabalhar, não estudar e não ter o que comer.

Os “Incels”, nascem tristes, simplesmente assim, tão tristes como aqueles saquinhos de supermercado que vagam vazios pelos asfaltos.

O que virá depois dos “Incels”?

Os “Incels”, não são um perigo para a sociedade, nós somos o perigo para eles, em nossos mundos razoavelmente organizados e egoístas e sempre nos sentido ultrajados pelo senso sociológico e em nossos devaneios filosóficos e apreensivos em sobreviver em meio ao caos que nós mesmos criamos, as nossas crianças cresceram, não são mais crianças, também não são adultos robóticos, são somente “Incels”.    

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One Reply to “Incel, a nova geração

  1. O termo incel foi banalizado e criou-se um rótulo extremo que não se reflete na maioria das pessoas.
    Incel não tem relação com ser uma pessoa improdutiva, mas sim com o reflexo de uma sociedade fútil, de mulheres que rotulam tudo e todos como feio ou bonito. O garoto é julgado pela sua aparencia desde o momento que sai da barriga da mãe e se acentuam na fase da adolescencia e adullta.
    A pessoa que sempre foi humilhada e que nunca teve a oportunidade de se relacionar devido sua aparencia tende a se isolar e viver no seu mundinho, isso é auto defesa e faz parte da natureza humana!

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