A nossa vida é feita de fases, mas acredito que parte da responsabilidade de mudanças dessas fases na minha vida, a Arte tem uma responsabilidade

Gratife de Os Gêmeros, São Paulo

importante, e acredito fielmente que se você leitor ou leitora fizer uma reflexão profunda em sua vida também terá a mesma impressão que eu. A Arte faz além de entreter, fazer passar tempo, ser bela, ser questionadora, fazer demonstrar algum sentimento.

 

Daí veio o questionamento, onde começar?

Não tenho como ser cronológico sem correr o risco de esquecer algum detalhe importante e acabar ser injusto, falar de teatro escolar é algo muito rudimentar para a enormidade do que pretendo passar, mas é um caminho, uma vez que percebo que é através da escola que a arte deve fazer parte, em vários aspectos, o teatro, a música, o cinema, as artes plásticas, a dança, as artes digitais precisam estar presentes e isso é um fato inalienável, mas vou colocar onde percebi de forma mais forte o imparto da arte.

Walter – The Muppets

Quando me faço lembrar da infância, uma paixão eterna por bonecos, tantas tecnicas, que hoje percebo, todos se transformam em sonhos que ganham vida, ensinam lições importantes, talvez a atualidade ainda deve muito a presença desses incríveis seres que podem trazer a corações e mentes de crianças, jovens e adultos, um pouco mais de sonho, ensinamentos, reaprendendo a sonhar.

Os bonecos me acompanham até hoje, e sim, confesso, tenho dois deles em casa e toda vez que sinto vontade de rir, são eles que podem me acompanhar nessa aventura de ser humano que consegue através da arte, não esquecer, mas perceber que é possível rir, mesmo quando as situações do cotidiano poderiam não permitir isso.

Para  mim, nada mais teatral que os bonecos, mas o teatro ganhou mais espaço em minha vida quando fui me tornando mais adulto, inclusive cheguei a pensar em reconduzir a minha vida profissional nesta área, não por valorização, uma vez que infelizmente é uma das áreas mais desvalorizada em nosso país, mas pela capacidade de ocupar espaços e fazer questionar.

Os movimentos de Ocupação Teatral me encantaram, desde o momento em que conheci um espaço mágico chamado Teatro Oficina do Perdiz, um espaço cultural que durante o dia é uma oficina mecânica e a noite se transforma em um espaço cênico, e tudo muito bem acompanhado pelo José Perdiz, responsável por fazer acontecer o espaço, em Brasília – DF. Tive o prazer de produzir e atuar ali, naquele espaço e isso me deu fôlego para entender as nuances da cultura brasileira.

Em São Paulo, gosto sempre de citar algumas referências de cultura teatral, e não posso me esquecer de alguns nomes: José Roberto Domingues, historicamente conhecido como Roberto do programa Catavento da TV Cultura, Amilton Ferreira, do Trololó, os irmãos Wagner e Valquíria Gama, da Zona Leste, Lia Nascimento, Sergio Chibat, Davi Amarante, Uidi Madi, Daniele Brandão, Giuliana Maia, Warley Santana, Ivam Cabral, Tuca Andrada, Marco Ricca, Diego Max, Henrique Mello, Renato Siqueira, Dionísio Neto, e tantos outros que se eu for escrever mais nomes, estou certo de que poderei esquecer de alguém e me sentir injusto, mas coloco aqui que todos contribuíram para construir uma nova visão, mais completa, do que é construir uma arte que ajude a pensar, assim como artistas plásticos, musicistas, e para não ser injusto, vou citar apenas Valter Nü, e Tereza Miguel, que conseguem ultrapassar barreiras e ser inspiradores nas duas formas de expressão artística. Da dança ao artesanato, tudo é tão importante, tudo faz parte do movimento de encantar ou questionar, que torna a arte um objeto único, não exato, o que pode fazer com que todo aquele ou aquela, que possui dificuldade de compreende-la, considerar apenas arte aquilo que lhe agrada aos olhos e ouvidos.

No Movimento de Ocupação Teatral, ao qual tive o prazer de participar, efetuamos o levantamento de espaços teatrais no Município de São Paulo que estavam vazios, sem projetos, em desmonte, ou sub-utilizados, para auxiliar produtores culturais para ocuparem, fazendo o meio de campo entre o proprietário ou administrador do espaço e o produtor, auxiliando o produtor na construção de projetos de captação de recursos e desenvolvimento de estratégia para atração de público.

Revelando São Paulo

No Movimento Texto através da Imagem, ao qual pude contribuir, percebi a seriedade e aplicação de escritores e escritoras, fotógrafos e fotógrafas, para a contrução de sentimentos e sua exploração para tocar pessoas, transferir ideias, expressão cultural e vida.

São tantas opções da arte, observamos que todas as experiências são quase nada, frente ao universo da arte, mas não posso encerrar essa fala sem apostar todas as fichas na necessidade da valorização da cultura local, fato que pode ser observado na força dos encontros de valorização da cultura regional, como no Revelando São Paulo, me faço lembrar dos momentos em que estive na belo Perú, onde as danças folclóricas fazem parte dos programas de graduação, como parte a gerar manutenção dos valores regionais, inclusive com campeonatos nacionais universitários de quais apresentações de danças, onde o premiado é o grupo que melhor represente a beleza da cultura local.

É uma forma de ocupar a arte, e talvez seja a forma mais bela de tornar possível um apreço a cultura local, a valorização das questões nacionais, sem ódio, sem temor, sem vergonha, com a possibilidade de se orgulhar por ser o que é.

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Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

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