Feminismo

Forças para lutar, pois eu tenho um sonho…

Forças para lutar, pois eu tenho um sonho…

Por Maria Eduarda Aguiar

Bom eu iniciei na carreira jurídica no ano de 2009, naquele momento eu não pensava em militância ou ativismo porque não sabia por onde começar e naquele momento eu lutava para sobreviver.

Conforme o tempo foi passando e com o passar do momento de minha transição de gênero eu fui me integrando nos debates e discussões, sendo que para adquirir bagagem e conhecimento no ano de 2015 fui ao SSEX BBOX, evento sobre genero e sexualidade que acontece em SP

Posteriormente a isso, Indianara funda o PREPARANEM e eu sinto desejo de conhecer o projeto e me aproximo das meninas e meninos, quando passo a frequentar a casa nuvem.

Passado um tempo a Casa Nuvem se torna CASA NEM e eu me solidarizando ofereço me para ajudar na casa realizando algumas orientações jurídicas aos moradorxs da casa.

Nesses meses que se sucedem ajudo no projeto COSTURA NEM com ajuda da IVONE CORREA e juntes escrevemos o projeto que proporcionou a casa o dinheiro para comprar o maquinário e todas as aulas para formação de uma cooperativa para casa.

É nesse mesmo período que eu entro para o TRANSREVOLUÇÃO e para o PELA VIDDARJ quando começo a trabalhar como advogada dentro do movimento de AIDS e LGBT.

Comecei então um trabalho de valorização e luta pelas pessoas LGBT com foco na população Trans e dentro desse caminho de 2016 para cá firmamos diversas parcerias e trabalhamos juntes.

Em 2017 começo a participar do forum de ongs aids e do forum de travestis e transexuais.

Também é em março de 2017 que me torno a primeira mulher transexual a receber a carteira da OAB no rio de janeiro com nome social e entro para o movimento de mulheres advogadas, para o PSOL, setorial LGBT e setorial de mulheres

Começo a ocupar os espaços, usando do privilegio de ser advogada para inspirar e promover mudanças tão necessárias.

O que eu espero para o futuro? Espero que eu tenha forças para lutar pois eu tenho um sonho, sonho com o dia em que todes seremos apenas pessoas e que aprenderemos a respeitar as pessoas pelo que elas são e não pelo que queremos que elas sejam.

A luta é árdua.

 

MARIA EDUARDA
ADVOGADA
Voluntária do serviço jurídico da Ong Pela Vidda Rj
Coordenadora Estadual da ABRAFH ( associação brasileira das familias homo/trans afetivas)
membro das instituições: FORUM TRAVESTIS E TRANSEXUAIS e ELAS EXISTEM. 

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