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Fazer sentido!

Fazer sentido!

Fazer sentido na vida de alguém é algo tão egoísta quanto a pessoa que lhe pede que você faça algum sentido na vida de alguém!

Pessoas aparentemente normais, não exigem nada dos outros. Se não há exigências, então existe uma relação de contribuição emocional, mesmo que pareça racional, o sentido não está no outro, fazer sentido não existe, esse “sentido” que as pessoas tanto clamam, é a perpetuação das relações opressivas, onde um recebe e o outro se esvazia!

“ Fazer sentido na vida das pessoas é algo difícil”, citação de um padre qualquer de uma igreja qualquer, e eu estava prestando atenção, principalmente porque ele imprimia uma obrigação e não uma solução mesmo que religiosa, para que as pessoas possam ter a liberdade do entendimento do que é fazer sentido!

A ciência já é um instrumento maravilhoso que dá sentido para tudo, não será as nossas vidas tão medianas que darão sentido e tampouco fazer sentido, essa obrigação é muito cara e desgastante, fazer sentido…

Fazer sentido é algo tão lúdico, e tão silencioso que não  alcança o “sentido das coisas”!

É simples entender que não fazemos sentido na vida de ninguém somente em nossas próprias vidas.

É egoísta determinar a perfeição de um pai ou de uma mãe para seus filhos. O mundo se acostumou que necessariamente pai e mãe, são o sentido da existência dos filhos, mas os filhos se tornam adultos e então necessariamente terão de fazer sentido para outras pessoas e assim sucessivamente, e em larga escala a mentira se torna protagonista para autorizar as fábulas dos sentidos necessários para que as pessoas se sintam satisfeitas, mesmo que elas saibam que é mentira e que não existe sentido nas coisas, nós vivemos e equilibramos emoções e sentimos a vida, mas não damos sentido as vivências, é apenas a vida.

Amar alguém é um sentimento, não é um sentido. Uma pessoa que você ama não dá sentido na sua existência, o amor existe é um movimento de emoções.

Sentir algo por alguém, por uma causa, por um sonho a ser realizado é um aclive em meio as nossas ladeiras cotidianas, mas o sentido de nossas vidas e do que fazemos é inatingível.

Se um marinheiro acreditasse que o mar é o único sentido de sua vida, ele não adentraria no mar!   

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