por Moisés Corrêa

Imagine que você é uma pessoa portadora de necessidades especiais ou possuí alguma dificuldade no aprendizado ou algum outro empecilho que dificultaria sua vida dentro do sistema educacional brasileiro. Seria algo fácil estudar nessas condições? Qual seria a probabilidade de você, devido a essas dificuldades, desanimar e abandonar os estudos?

Essas perguntas nos levam a uma reflexão, nossa sociedade ainda não tem de maneira geral uma visão inclusiva totalmente desenvolvida, tão pouco na área da educação.

Superar as desigualdades e consequentemente a exclusão social é provavelmente o grande desafio do Brasil de hoje, é fácil notar ao olhar para os setores da sociedade que ainda não vivemos num país onde todos tem iguais oportunidades.

Para isso é preciso formar e sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de implementação de medidas inclusivas que na área da educação em específico envolvam não só métodos e profissionais mas a comunidade escolar como um todo.

Por exemplo, um importante passo para a inclusão é superar a ideia que perdurou muito tempo de “todos somos iguais” algo que funciona em alguns processos como na construção de leis mas que dentro da visão educacional que busca justiça social dá lugar ao respeito e tolerância com as diferenças.

Essas diferenças inclusive devem ser valorizadas. Valorização das diferenças, por incrível que pareça, setoriza muito menos as pessoas do que a ideia da igualdade total.

Nosso sistema educacional ainda é muito voltado a para os ditos “campeões” dentro de uma lógica competitiva mercadológica, o que o faz focado para aqueles que tem o melhor desempenho dentro dos padrões atuais. Outras metodologias utilizam uma lógica colaborativa, algo diferente que mesmo sem deixar de reconhecer o alto desempenho foca boa parte da atenção nos alunos que apresentam por alguma circunstância alguma dificuldade no aprendizado. Isso não significa nivelar por baixo mas não deixar ninguém para trás.

Dentro ainda sessa questão vale a pena pontuar que os padrões atuais nem sempre conseguem visualizar todos os tipos de competências e habilidades possiveis.

Importante lembrar que a questão vai além de apenas garantir acesso mas eliminar obstáculos. O mais interessante é que uma vez absorvido esse conceito, aqueles que outrora estavam entre os excluídos começam a revelar potencialidades incríveis que podem colaborar muito para a sociedade.

O Brasil ainda tem muito o que caminhar, os desafios são diversos mas muitas alternativas boas tem surgido e nós como cidadãos podemos e devemos estar atentos a essa demanda importante

A exclusão social é ruim para todos.

*Moisés Corrêa é teólogo, professor e analista político. Acima de tudo uma pessoa que acredita que podemos fazer um mundo melhor através do amor
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