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Educação como antigamente…

Sabe que muitas vezes as pessoas se confundem entre razão e sensibilidade, entre os fatos que realmente aconteceram e os resultados que são percebidos.

Vamos então falar da educação, porém, paralelamente a isso, prefiro também falar da imagem da pessoa que professa, a nossa professora, o nosso professor. Para ilustrar, temos a imagem que recebi tem poucos dias, nas redes sociais, talvez para comemorar o dia do professor, ou não…

contrato de uma professora na década de 1920

Temos um contrato que explica o motivo de muitas vezes nas histórias vermos a imagem de muitas professoras serem mulheres solitárias, muitas vezes amargas e extremamente rígidas, inclusive explica o motivo de muitas donas de casas, descritas nas histórias, terem sido professoras na juventude.

Mas também demonstra as relações de trabalho e de valorização que professoras tinham com relação ao sistema educacional, talvez alguns que possuem uma mente um pouco restrita também sintam saudades desses pseudo-valores onde o desenvolvimento de conhecimento não tinha importância, o que era relevante era a reprodução do conhecimento já existente.

Perceba a diferença entre professar algo, e fazer aquele que antes não detinha aquele grupo de informações, agora convertidos a possuírem o grupo de informações, pode reproduzi-las, mesmo sem saber sua utilidade, mesmo sem condições de aplicabilidade prática, e tutorar algo, onde um grupo é conduzido a trabalhar com um grupo de informações que podem ser relacionadas a outras e com isso ganhar utilidade, buscando condições de aplicabilidade prática.

Ao se estabelecer essa diferença, poderemos ter outros olhares sobre o tal contrato, temos uma mulher tutorada pelo Estado, onde qualquer uma de suas decisões que viesse então desagradar o patrão, teria removido o direito de lecionar, sem questionamentos ou direitos de defesa, afinal, a parte forte tem direitos de comandar a parte frágil, decidindo por ela o que lhe cabe na existência. Sem liberdades, sem direitos, apenas deveres, ou como alguns podem até lembrar que o valor baixo recebido é o direito que se tem, e que ainda deve-se ter gratidão, pois se dependesse da vontade de alguns, nem isso deveria ter.

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Cristiano Ricardo

Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

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