Muitas pessoas estão deprimidas, algumas pessoas conseguem identificar os sintomas, mas na maioria das vezes o próprio doente depressivo não consegue estabelecer um parâmetro em relação à doença, pois são muitos os motivos para essa falta de constatação do doente, falta de informação, religião ( que muitas vezes questiona a doença e na maioria das vezes as religiões tratam o depressivo como um “turista” no mundo religioso.), família, pois as famílias nem sempre estão preparadas para identificar o depressivo, sociedade e essa pouco sabe sobre depressão pois no Brasil o tema depressão é muito elitizado.

O Brasil atualmente é o segundo país do mundo consumidor de opióides ou seja, medicamentos anti depressivos que tratam a doença, depressão é uma doença e uma das mais graves, porque essa doença desorganiza a vida, entristece e tira todo o senso de realidade da pessoa doente.

Muitas pessoas desinformadas, tratam os depressivos como recalcados sociais. Mas isso é um preconceito atroz, estudos revelam ao longo do tempo que a depressão também é um fator orgânico, o organismo de uma pessoa pode estar suscetível ao quadro depressivo. Ninguém tem culpa! Culpabilizar um depressivo é um ato de covardia, depressão tem tratamento e cura. Ridicularizar ou se afastar de uma pessoa depressiva talvez demonstre que a pessoa seja mais doente que o próprio depressivo, egoísmo é doença sem cura.

Síndrome do Pânico, a Organização Mundial da Saúde, relata que crianças estado unidenses, demonstram a síndrome do pânico e DDA ( déficit de atenção), duas crianças em cada cem crianças, nas principais e maiores cidades dos Estados Unidos, a maior incidência de crianças americanas com depressão e também com outras síndromes que são trazidas através da doença é na cidade de Seatle, Seatle é a cidade americana com o maior número de crianças e adultos depressivos, depois estatisticamente Los Angeles e Newark ( estado de New Jersey), a diferença entre crianças e adultos americanos e brasileiros doentes de depressão, é que nos Estados Unidos as escolas e as famílias recorrem imediatamente a terapia para o reconhecimento específico do transtorno e após a integração terapêutica entre psicólogos, familiares e escola, criança ou adulto são encaminhados aos médicos para tratamento farmacológico. Na década de 20 com a crise mundial que acarretou o maior declínio financeiro americano, os Estados Unidos tornaram-se o país com a maior taxa de portadores de alcoolismo, ainda são os americanos seguido dos europeus o maior número de portadores de alcoolismo. Em alguns casos muito delimitados o alcoolismo está ligado à depressão, por isso a terapia e a psiquiatria são fundamentais para a localização da doença, sintomas e tratamento.

Crianças e adultos com déficit de atenção (DDA), não são necessariamente depressivos, mas podem se tornar depressivos se não forem compreendidos, normalmente a sociedade ridiculariza uma pessoa com déficit de atenção, a ridicularização social acarreta mágoa e mágoa se transforma em depressão, uma pessoa minimamente informada não ridiculariza ninguém, a informação e a capacidade de empatia pode ajudar alguém que precise, todos precisam de ajuda por vezes muitas pessoas que acreditam ter superioridade em relação ao outro que está triste, magoado, depressivo e inativo por falta ânimo, estão humanizados e o arrogante que trata o doente como um ser humano errado, este é um clichê do cidadão ocidental que aprendeu a tratar a depressão como loucura. Depressão não é loucura é doença! Doença tem cura.

Atualmente no Brasil, ma nova geração de terapeutas surgem com mais cumplicidade às doenças, síndromes e transtornos.

A terapia é fundamental em conciliação com a psiquiatria, pois medicamentos em excesso ou somente a terapia pode agravar um caso clínico de depressão, se faz necessária a terapia e a psiquiatria juntas auxiliando o paciente.

A busca por alternativas individuais e sem deixar em momento algum o tratamento terapêutico e psiquiátrico, também beneficiam a pessoa depressiva, a mudança em hábitos alimentares,  mudança de ambiente é fundamental conhecer novas pessoas, lugares e se reconhecer no mundo, mudança de atividades como entender e aceitar as coisas que te fazem bem, uma pizza ou um café com um amigo querido podem ser atitudes singelas mas são fundamentais para aliviar as dores da depressão.

Não queira uma vida espetacular que foi inventada pela sociedade, viva a sua vida do seu modo, com as suas prioridades.

A cura da depressão na maioria dos casos está relacionada primeiramente na aceitação da doença e estabelecer o tratamento, a cura da depressão pode levar anos, mas a pessoa depressiva pode viver muito bem com terapia e tratamento, mas é importante que a pessoa se permita a amar a si própria, quando esse amor vem, não é um amor egoísta, é um amor de valorização à vida, valorizar a vida é um passo à cura da depressão! 

     

  

  

Views All Time
Views All Time
589
Views Today
Views Today
4


Posts relacionados

Mulheres encarceradas: privação de liberdade e da condição humana

Curitiba e o medo da favela

Projeto “Sim, eu posso” (parte 2)

Vaqueiros do boi

Casamento tóxico!

Coach! Perca o preconceito.