Sustentabilidade

De Gaia a Bruxaria Natural – A Sustentabilidade e a Eco-religião no paganismo

Por: Cristiano Ricardo dos Santos
Há uma relação cultural forte no paganismo entre os membros que compartilham essa prática de ligação com o sagrado.
Mas antes, é necessário que seja compreendido que no paganismo há diversas divisões, inclusive expressões unitárias da religião, como a bruxa solitária. Mas em todas as divisões alguns pontos são comuns e que são seguidos por todos. O empoderamento feminino está diretamente relacionado a todos que possuem no parthernon divindades da tríade feminina, organizada pelas Deusas Mãe, Filha e Anciã, há outras visões para outros parthernons, mas em sua grande maioria o feminino está normalmente presente, elevando a importância da imagem da mulher dentro das residências. A Pacha Mama é um exemplo andino da Mãe Terra diferente da tríade hindu Shakti (Sarasvati, Parvati e Lakshmi) também facilmente cultuado por muitos pagãos brasileiro.
Dentro de todas as vertentes do paganismo a Terra é o sagrado, assim sua proteção é a proteção do sagrado, um exemplo desta importância sagrada, a Hipótese de Gaia, formulada na década de 60 pelo físico inglês James Lovelock e pela microbiologista americana Lynn Margulis, onde o planeta se comportaria como um organismo inteligente, capaz de enfrentar as situações ameaçadoras e recriar a harmonia.
“A Terra é nossa Mãe, precisamos cuidar dela
Em seu solo sagrado andamos a cada passo…”
(Cântico da Roda de Cura em Honra à Mãe Terra)
Da Nova Era ao Xamanismo, do Druidismo ou ao Wiccanismo o reconhecimento da Mãe Terra como foco do sagrado, é comum no paganismo tanto que para alguns estudiosos em religião definem como paganismo a religião onde o sagrado é a Terra e as divindades podem apresentar-se como expressões da Mãe Terra em suas diferentes nuances.
Também é importante recordar que o termo “pagão” tem sua origem no latim “pagannus”, cujo significado pode ser traduzido como “pessoa do lugar” e que se opõe à palavra “allienus” que tem por significado a “pessoa de outro lugar, o estrangeiro”. Assim, o sagrado é local, sendo os elementos da natureza ou suas expressões, assim como o Deus/Deusa interno que faz parte da essência de seu praticante.
As práticas de rituais pagãos sempre estão relacionados com experiências com a natureza o que tem atrai ecologistas e amantes da natureza que muitas vezes em outras práticas religiosas podem não apresentar uma integração entre as forças do sagrado e da natureza.
Wiccanismo, Bruxaria, Celtas e Druídas usam a roda como calendário, onde comemoram os solstícios e equinócios, as contribuições culturais com todo o planeta partem de formatos destas comemorações, como enfeitar o pinheiro, pular fogueira, máscaras ou fantasias, um comparativo da roda do hemisfério norte e as datas comemorativas do cristianismo temos o Natal, festa junina (solstícios), carnaval (um dos dois equinócios).
Para o paganismo, um ação que promova a destruição da natureza é atentar contra o sagrado, assim, o praticante do paganismo não deve efetuar qualquer atitude contra o equilíbrio da natureza e deve promover o bem pois o que há de mal a ser promovido, retorna aquele que enviou em triplo.
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