Durante as últimas 3 semanas me embreei em uma série de grupos de whatsapp e facebook, com o objetivo de perceber a quantas estavam o ódio e a solidão humana.

Então, me entreguei a acessar grupos, buscar nas redes sociais palavras chaves e seguir até quase o limite dos 128 gigas do meu celular, e percebi que além do ódio e da face mais obscura do ser humano, temos ainda pessoas que fingem sonhar, daquelas pessoas que você encontra na rua, no metro, dentro do ônibus ou mesmo, sentam na sala ao lado, dentro da empresa que você trabalha.

O ódio se dá as mãos com a solidão e isso se torna uma ferramenta fácil e frágil manipulada por pessoas sem qualquer escrúpulo, drogas, dinheiro falsificado, cartões de crédito clonado, sexo fácil, sexo pago, inclusive práticas sexuais que me fizeram deletar tão rapidamente a mensagem, por um mix de indignação e revolta… daí eu penso, será que a inteligência da polícia não consegue fazer o mesmo? Eu era o quase mudo que dizia “bom dia” do grupo e praticamente não interagia, até ser excluído por um moderador mais ditador – inclusive vi frases como “quem não postar nada nas próximas 24 horas será expulso”, com um alusão ao micro poder que chega a constranger quem acha tudo aquilo tremendamente superficial.

O interessante é saber que do outro lado, a maioria das vezes, são seres humanos, alguns necessitando de atenção, outros até pedindo dinheiro em pequenos golpes, que fazem lembrar que a nossa formação como país é de saqueadores e delinquentes trazidos de Portugal para cá, como única alternativa para uma dita liberdade, aqueles que fossem fortes o suficiente, sobreviveriam, os demais, ou não resistiriam nem a viagem, ou mesmo, não ficariam vivos depois de descer as terras onde os canibais corriam soltos, tentando defender o solo de seus antepassados.

O ódio declarado em alguns grupos, uns especializados em criar um clima de euforia e outro, para criar uma crise extrema, esses são muitos dos grupos políticos polarizados, onde são facilmente detectáveis os disparadores de notícias nada alinhadas com a realidade, montagens que serem apenas para alarmar seus grupos de apoio, sem falar no ódio declarado para o lado inverso, que causa constrangimento a quem prefere ler um pouco mais e quando não entende, ainda pede informações para alguns colegas.

Mas temos a ditadura do agora, tudo se torna impossível de ser compreendido, tratado, degustado, tudo vira para ontem, como se a vida toda viesse a se resumir em algumas palavras distorcidas, e falo, de forma bastante interessante NÃO HÁ LADO CERTO, todos usam exatamente as mesmas práticas, por mais raiva que possam ter disto, é um fato constatado por quem esteve lá, e viu (leu, ouviu, organizou).

Correntes – Correntes – Correntes – quer palavra que prende mais as pessoas em um sistema maldito que as CORRENTES? desde os pré-históricos e-mails, salas de bate-papo, messenger, whatsapp e grupos do instagram, sempre tem um infeliz que cai na armadilha e “na melhor das intensões” dispara a seta maledicente das correntes, para atacar a base inimiga, numa guerra que em teoria parece sem sangue, mas que na verdade, cresce e fere de verdade, mas ruas.

Se algum dia iremos sair desse dark side?

Sinceramente, temos que evitar que as pessoas entrem, mas uma vez dentro, podemos resgatar, através de práticas coletivas, fazer as pessoas entenderem que não precisam se expor, expor outros, trazer o ódio ou mesmo violar seus corpos para situações degradantes e que levam sério risco à saúde, tanto moral, quanto psíquica, física e social.

Somos apenas um mercado de carne?

Algumas vezes, pessoas se resumem a isso, e parece ser a única forma de ter um pouco da solidão retirada do peito, quase como um pedido de ajuda contra a depressão e as agressões do dia-a-dia, histórias se definham num resumo quase fatal onde a tentativa de sobrevivência ou de ter um pouco de atenção faz com que muitos ultrapassem a barreira da humilhação humana, atingindo um outro patamar de comercio de vidas.

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Cristiano Ricardo

Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

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