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Cubo mágico

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Cubo Mágico, o primeiro momento sustentável da infância

Infância feliz é aquela infância que você lembra o nome de todos os brinquedos, cubo mágico era o meu brinquedo preferido e sustentável, sim tinha muita sustentabilidade, fácil de guardar, de limpar e de compartilhar com os amigos. Era o motivo pelo qual voltávamos correndo da escola para as nossas casas, jogar a mochila no chão e nos reencontrar com os cubos mágicos e assim começava em nossas ingênuas cabecinhas a olimpíada das olimpíadas, as disputas dos cubos mágicos!

Aquele brinquedo ficava o dia inteiro nas minhas mãos, as professoras na escola sempre chamando a nossa atenção porque ficávamos brincado com as mãos embaixo das carteiras, encaixando as cores numa velocidade quase de atleta chinês jogando ping pong!

Criança quando é pobre se vira, eu emprestava meu cubo mágico para outras crianças e outras crianças me emprestavam outros brinquedos, nós não tínhamos muito brinquedos, mas tínhamos imaginação para tudo, incluindo os melhores tacos de betes e as bonecas mais coloridas, infância é isso mesmo, é compartilhar, chorar, alegrar-se e esperar o domingo como se fosse um dia de Natal, porque no dia de domingo era dia de Missa, mas também era dia de piscina, piscina de plástico… mal cabiam as crianças, mas a gente resolvia tudo com balde e mangueira.

É importante perceber que algumas situações de sustentabilidade, foram construídas aos poucos em nossas vidas, dos poucos brinquedos e da necessidade e felicidade de compartilhar, das frutas que colhíamos juntos e dividíamos e das brigas que se resolvia com chantagem, roubando a bola de “capotão” do jogo no campinho.

Acredito que por isso pessoas com mais recursos e que cresceram no consumismo atroz são tão resistentes à sustentabilidade e entender a dinâmica de uma vida sustentável, pois nunca tiveram a necessidade de compartilhar e dividir nada, e essa dinâmica também se expande quando a gente pensa em planeta, aquecimento global, desmatamento, queimadas, e outras tantas situações que todos discutem mas não conseguem implementar concretamente em suas vidas, pessoas que organizam seus recursos financeiros com pontual dificuldade, são mais compreensivas e executam com mais paciência hábitos sustentáveis, hábitos estes que fazem parte de uma transformação nos costumes e consumo.

As pessoas ricas também precisam entender que elas estão aqui junto com a gente, e eles poluem muito, quando eu falo pessoas ricas, não é o rico que mora em Higienópolis, é o rico da estrutura mercadológica, das grandes corporações, da falta de interesse em ações positivas que efetivamente contemplem uma vida mais saudável para todos!  

Chegou em minha cidade uma comida do futuro, uma comida que não é carne, tem gosto de carne e cheiro de carne, mas vinha numa embalagem plástica e revestida de papelão, então não é a comida do futuro é a comida da poluição, porque vai poluir também. E é caríssima a tal comida do futuro.

Mas de todo modo, acredito ser importante a gente tentar envolver as crianças em atividades pedagógicas e que elas possam compartilhar e dividir comida, entender o coletivo e vivenciar uma sustentabilidade social, por isso me lembrei do cubo mágico, o cubo era de plástico não era de bambu, eu não preciso colocar coisas de bambu em todas as minhas afirmações para parecer uma pessoa conectada com a natureza, conexão com natureza é quando a gente percebe e entende a necessidade de compartilhar e respeitar as quantidades dos consumos e como entender de verdade tudo que esta em nossa vida com prioridade absoluta, o que realmente é importante e necessário consumir para a continuação da engrenagem social.

O clima tem mudado muito, nós percebemos as mudanças climáticas, nós estamos vivenciando uma das eras mais consumistas da humanidade.

Talvez seja preciso entender o planeta como um grande brinquedo como o cubo mágico e assim tentar encaixar , estruturar e preservar os biomas e tudo que está em uso, denominado como “recursos naturais”.

Mas é importante num primeiro momento sempre se perguntar: eu vou comprar ou vou compartilhar?

Se todos nós, ou a maioria de nós foi capaz de na infância compartilhar ,  então precisamos com urgência repensar e estabelecer um padrão de reflexão para entender o que estamos fazendo, o que estamos comendo e o que realmente conseguiremos aprender com tanto erro de consumo que só gerou e multiplicou a poluição…

Ainda temos tempo, e é tempo de mudança sustentável!  

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