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Considere o solo, a terra que se planta é vida

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O legado de Ana Maria Primavesi

A terra , o solo onde plantamos, estabelecido como organismo vivo e com uma dinâmica própria e que por isso deveria ser constantemente alimentada, nutrida por uma atividade orgânica ou seja, de organismos, micro organismos, bactérias e fungos que beneficiassem o solo e assim distanciando e comprovando a não utilização de insumos químicos como fertilizantes e manejo nas produções agrícolas como fungicidas, venenos para controles de nematóides (vermes nocivos), inseticidas e entre tantos, e os fertilizantes que literalmente tornam a terra infértil, a constante fórmula química NPK, vendida em qualquer lugar, até mesmo em pequenas quantidades em lojas de jardinagem.  

O solo não pode ser um depósito de venenos, nocivos aos humanos, animais e principalmente as plantas e sementes.

Ana Maria Primavesi, foi uma das primeiras estudiosas da Agro Ecologia no Brasil, posteriormente chamada de Agricultura Orgânica.

O que é a Agro Ecologia ( na Europa nos anos setenta chamada de Agro Biologia), é a interação entre o solo e todos os organismos de um sistema biológico que reage em cadeia com o manejo seqüencial de todos os organismos, fauna e flora, que estabelece um ciclo natural do plantio das sementes, a adubação do solo com compostos orgânicos e manejo integrado de pragas e doenças, utilizando a “pirâmide” de sistemas naturais, conciliando plantas e arvores que possam proteger a plantação, atrair insetos, proteger pássaros disseminadores de sementes e preservar seqüencia de plantios como milho, abobora e feijão à exemplo: essas culturas (plantas), cooperam entre elas, fornecendo nutrientes uma para a outra, é praticamente obvio que as próprias plantas e adubação orgânica nutre a terra, os povos antigos faziam assim e a decadência da agricultura vem como um tornado quando as grandes fábricas de insumos químicos agrícolas potencializaram a necessidade de maiores agrícolas para plantio, destruição de florestas e os bancos protagonizaram os “créditos” rurais, para a implementação dos latifúndios rurais e os latifúndios rurais se tornaram um outro problema, o plantio sistemático com sementes reproduzidas quimicamente e completamente dependentes de agro químicos, em toda a atividade de produção do plantio à colheita, o uso de veneno torna-se o cotidiano dos processos da produção agrícola mundial, o veneno estragou nossas águas, acarretou doenças gravíssimas aos seres humanos, diminuiu a produção leiteira com o plantio de pastos quimicamente tratados e comprometeu todo o sistema biodinâmico, o veneno do latifúndio chega até mesmo aos mares, mata os peixes dos rios e os pássaros. Mas os que defendem o agro negócio, o latifúndio, o desmatamento e as mudanças climáticas, parecem tolos a ecoar que a humanidade evoluiu ao ser contemplada pelo sistema capitalista, com os híbridos, transgênicos e pesticidas, é incoerente porque a conta não fecha: desmatamento, veneno, transgênicos resultam em doenças que nenhum sistema de saúde no mundo é capaz de tratar a curto, médio e longo prazo, em suma remédio para seres humanos são mais caros para qualquer país, o que prova que a agricultura convencional dependente dos agro químicos , não é eficiente e tampouco lucrativa em qualquer sistema político, mas  a lucratividade da industria de insumos agrícolas esta acima de qualquer conceito lógico sobre saúde e meio ambiente, as pessoas perceberam a importância da agricultura orgânica, pois mais saúde resulta em maior consumo de alimentos, e outros consumos que são viabilizados por pessoas realmente saudáveis, mas a industria é desprovida de inteligência para perceber que existem maneiras justas e corretas de obter a lucratividade.

Lutar pela terra, lutar por alimento saudável e preservação do meio ambiente será uma das maiores conquistas da jornada humana na Terra, nesse planeta.

As obras literárias cientificas de Ana Maria Primavesi, nos abre as possibilidades de interagir com a natureza e não agredir a nossa fonte de vida, de alimento e de existência.

O trabalho de Ana Maria Primavesi, não foi em vão. Atualmente no Brasil, somos 30% de consumidores da agricultura familiar e da produção agrícola orgânica, a tendência é o aumento desses consumidores mesmo com os baixos recursos financeiros da nossa população para comprar “os orgânicos”, ainda são caros por inúmeros motivos, falta de interesse governamental, uma vez que o agro negócio interfere e deve na política , deve porque financia campanhas de políticos que não sabem distinguir um arroz cateto de um arroz agulhinha.

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