Por Samuel Marques

No mês das mulheres, nós do Global Sustentável, estaremos em algumas de nossas colunas falando especificamente delas. Uma oportunidade espetacular, para se fazer o que deveríamos está fazendo todos os dias.

Homenagear as mulheres não é uma coisa muito fácil de fazer, até porque não importa o que você faça, não será o bastante. Nós, homens, somos para sempre reféns deste amor que nutrimos pelo sexo feminino. Quando nascemos, dependemos em todos os sentidos dos cuidados maternos. Crescemos mais um pouco e vemos na mãe a imagem de segurança e respeito. Ainda criança, já na escola fingimos desdenhar as meninas, até por achá-las estranhas e diferentes. Na pré adolescência somos invadidos pela insegurança, o que nos leva a um processo de auto afirmação. Na adolescência, estamos descaradamente derretidos por elas. Na fase adulta desesperados por elas, chegando ao ponto de abrirmos mão de tudo em troca delas. De repente, como é o meu caso, nasce deste desespero todo, uma menina. O tempo vai passando e nós nos derretemos mais ainda por aquela coisinha que rir para você como te dissesse: ”Seu bobo, você vai sempre fazer o que eu quero”. Acordamos de madrugada, deixamos de ver o jogo, conhecemos o Patati Patatá, trocamos fraldas, e ficamos fazendo planos como se mandássemos nela, sem lembrar que em nenhum momento na nossa vida, mandamos no sexo feminino. O tempo vai passando ainda mais, e agora o desespero muda, passando agora a ter que controlar os nervos sem saber o que fazer para controlar esta menina, que agora se transforma em mulher, e começa a sua história.

Então, o que nós, homens, somos? Coadjuvantes neste mundo dominados por mulheres. Somos atores de quinta em um filme, em que as estrelas tem luz própria. Na medido em que escrevo esse rápido artigo me dou conta o quanto não sei o que sou.

Pensei em escrever sobre uma personagem feminina, que fez parte da história do mundo, mas seria injusto decidir qual seria a maior. Portanto decidi falar de algo mais amplo. Falar como vemos o universo que vivemos, e que de maneira tola, achamos que somos chefes de algo. Claro que falo de homens normais, que consideram a mulher algo valioso. Não falo para aqueles que agem como se a mulher fosse uma marionete, ou algo sem valor. Para esses, nada pode ser sensível, nem correto.

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Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.



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