Arte e Café!
Marília Balzani, barista e artista plástica nos conta um pouco da sua trajetória e a escolha pelo café, como paixão e movimento!
Proprietária do Café Magrí, situado em Belo Horizonte, na Rua Alvarenga Peixoto 595, um ambiente acolhedor e afetivo que acentua as matizes de Marília e seus tons e sobretons. Tudo isso com muita convicção de Marília que seu trabalho agrega na vida das pessoas, novos sabores e novos saberes.
Confira abaixo o relato de Marília e sua escolha pela paixão nacional, o café!

GS– Por que a escolha dessa atividade ? O que difere em sua vida trabalhar com café?
Marília Balzani: Eu sempre gostei de café, mas descobri o café especial por acaso e me apaixonei. Parece mais que a atividade de barista que me escolheu, e não o contrário. Há uns 2 anos atrás eu comecei a trabalhar com café especial e percebi que já possuía algumas características necessárias para a profissão: como paixão por estudar, curiosidade, organização e disciplina. Eu sinto que a diferença que o café faz na minha vida é exatamente na maneira em como me relaciono com as pessoas e como passo minha vibração a diante. Sou artista plástica e antes de ser barista, trabalhava com arte educação, no objetivo de criar movimento no discurso e no pensamento das pessoas. Hoje me vejo fazendo a mesma coisa: criando movimento, mas com foco na experiência gastronômica e nos hábitos e pensamentos de consumo.

GS- Vocês acreditam que os jovens brasileiros estão consumindo mais café?
Marília Balzani : Com certeza, principalmente cafés especiais. Acho que eles já querem consumir produtos diferentes da geração de seus pais, e tem descoberto um estilo de vida no café. A descoberta pode começar por um status, ou pelo posicionamento, mas tenho visto pessoas cada vez mais jovens na cafeteria.

GS– Existe a possibilidade do café ser uma atividade sustentável, uma vez que o Brasil já possui varias experiências com a produção orgânica e sintrópica?
Marília Balzani: Não tenho argumentos científicos para comprovar isso. mas acredito que seja possível sim. A sintropia já tem mostrado resultados favoráveis a alguns produtores, em qualidade e em diversidade, mas estamos iniciando esta atividade. Acredito que com estudos e investimentos chegaremos a uma produção cada vez mais limpa e sustentável.

GS- Na degustação, o que diferencia um café orgânico de um café convencional?
Marília Balzani: Eu percebo que os cafés orgânicos tendem a ter sabores mais delicados, que pedem extrações mais cuidadosas, quando comparados também com cafés especiais. Em comparação à cafés comerciais, a diferença é enorme: desde complexidade de sabor à qualidade da escolha dos grãos, e a clara garantia que nenhuma parte da planta poderá estar contaminada. Mas de toda maneira sua doçura e acidez tendem a ser mais complexas e delicadas.

GS- O café é a paixão do Brasil? O que motiva vocês a continuarem nessa atividade? O Brasil tem os melhores profissionais de café do mundo, e o café brasileiro é o melhor do mundo?
Marília Balzani: O que me motiva a trabalhar com cafés especiais é perceber que ainda existe um número enorme de pessoas que não o conhecem. Saber que poucas pessoas tem acesso e conhecimento de bons cafés me motiva a espalhar essa experiência por aí. Quero fazer com que todas as pessoas vivam, a experiência que vivi ao descobrir o café especial. A variedade do café no nosso país faz com que tenhamos opções para todos os paladares e qualidades. Acredito sim, que tenhamos os melhores cafés do mundo, mas precisamos ainda nos profissionalizar mais e fazer a produção e as extrações cada vez melhores. Temos muito potencial para nos destacarmos mundialmente, mas precisamos compartilhar mais as informações e disseminar o conhecimento sobre cafés.

Fotos de Ton Nettos.

Views All Time
Views All Time
524
Views Today
Views Today
1



Posts relacionados

É dezembro mas parece o inverno de 1992!

FAMÍLIA BOLSONARO E O ASSESSOR DE 1 MILHÃO DE RAIS.

A técnica do copo com água

Educação e Sustentabilidade!

Marcelo Zona Sul e a Revolução do Leblon!

Adoção é a afirmação do amor!