Por Samuel Marques e Aparecida Basto

 

Pedro Fernandes é um deputado jovem, e tem em sua história a continuidade do legado de sua família. É filho de Rosa Fernandes, vereadora que está no sétimo mandato consecutivo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e neto do falecido deputado estadual Pedro Fernandes, eleito 10 vezes para o cargo na ALERJ. Ele é nosso entrevistado da série Voz das Urnas dessa semana.

Fernandes que se elegeu aos 23 anos, como deputado estadual, então pelo PFL (2007-2011) foi também secretário das gestões de Cabral e Pezão (MDB) e das prefeituras de Cesar Maia (DEM) e recentemente Marcelo Crivella (PRB). Hoje se apresenta como pré-candidato ao governo do Estado do Rio pelo PDT, partido de Ciro Gomes.

Fazendo duras críticas ao modelo de governo em que o Estado do Rio se encontra, Pedro Fernandes fala um pouco de tudo, apresentando propostas e soluções, para um estado que, segundo ele, gasta demais em coisas sem necessidade. O deputado atribuí a crise financeira no estado a incapacidade dos gestores anteriores de não ter tido a coragem de equilibrar a capacidade que tem que arrecadar e aquilo que pode gastar. “Administrar o estado é como administrar a sua casa, você tem o seu salário na sua profissão e se você ganha por exemplo, R$ 2 mil você não pode se dar ao luxo de ter um custo fixo de R$ 3 mil.”, explica Fernandes.

Para o deputado outro fator determinante para situação do estado foi a maneira com que o atual e o governo anterior lidaram com a questão dos royalties. “O fato de você colocar receitas variáveis como os royalties para pagar custo fixo. Você implementa isso diretamente na previdência… quando você tinha o barril do petróleo a US$130, com o dólar acima de R$ 4, você tinha uma arrecadação 13 ou R$ 14 bilhões. Da noite  para o dia você entra numa recessão, associada a isso, o cenário internacional que faz o preço do barril cair e você vê chegar a US$ 28 dólares com o dólar a R$ 2,60, ou seja, você sai dessa arrecadação de R$14 bilhões para  R$ 3 bilhões  e cria um rombo no sistema Previdenciário que vai ter que ser complementado pela fonte sempre e por isso acabou gerando  esse processo todo de atraso salarial de não cumprimento com os fornecedores que acaba trazendo uma instabilidade muito grande”, analisa o deputado mostrando um plano de governo bem sólido na área econômica e administrativa.

Mais detalhes das ideias de Pedro Fernandes para colocar o  Estado nos trilhos na entrevista a seguir.

Global Sustentável: O que o motiva a ser candidato a governador num momento tão difícil para o estado?

Pedro Fernandes: O que me motiva é a indignação que eu acho que todo cidadão passa hoje, com todo esse processo que vem acontecendo no Rio de Janeiro. Minha filha foi assaltada essa semana. Colocaram a arma na cabeça dela e os mesmos bandidos que assaltaram ela, antes balearam outra pessoa, ou seja, poderia ter sido minha filha. Minha mãe já foi assaltada três vezes esse ano. A gente hoje anda com pânico de sair nas ruas, de andar nas ruas, não se sente seguro. Você não tem uma saúde decente,  a gente não pode esquecer que a saúde pública,  não é só para o pobre é para todo mundo. Se você sair  daqui bater de carro você vai ser levado direto para um hospital público. Você não tem educação de qualidade fica perdendo essa guerra para o tráfico de drogas todos os dias porque as crianças de hoje serão ou terão muita chance de serem os marginais e os assaltantes de amanhã e os usuários de drogas de amanhã pela inoperância do poder público.

 

Global Sustentável: Qual seria o caminho para mudar essa tragédia com nossas crianças?

Pedro Fernandes: O melhor caminho de combater a violência é através da educação. Isso parece para muitas pessoas um discurso muito romântico. É claro que teremos que ter ações de curto prazo para poder avançar no combate à criminalidade, mas o caminho é fazer com que o Rio de Janeiro tão refém da violência  como estamos hoje… é  trabalhando para que as crianças de hoje não sejam os traficantes, assaltantes, usuários de drogas de amanhã. Eu conheço a realidade do Estado, já fui secretário cinco vezes, conheço a máquina pública, minha formação é nessa linha.

 

Global Sustentável: Para educação, saúde, segurança é preciso dinheiro e a crise financeira no estado é alarmante. A solução para mudar  esse quadro seria?

Pedro Fernandes: Eu sou pós-graduado em gestão,  tenho mestrado e estou acabando meu doutorado em  gestão e garanto para você um grande problema do Rio de Janeiro não é a falta dinheiro, tem dinheiro o que não tem é gestão. Eu garanto para você que é só não roubar, não deixar roubar e administrar o dinheiro público direito que vai sobrar dinheiro para gente avançar na segurança pública fazendo fortalecimento dos batalhões sendo uma política de reposição de efetivo investido em tecnologia inteligência. Hoje para você ter uma ideia investimento tecnologia inteligência das polícias é de 0,03% do orçamento da secretaria de segurança, ou seja, por isso que a gente não consegue entender, mas a migração da criminalidade é por isso que a gente não consegue descobrir quem matou Marilene e todas as outras 98% das pessoas que sofrem um crime nesse estado. O índice de elucidação de crime hoje é menos de 3%, isso é muito grave. Então a gente precisa avançar e recursos e a própria FAPERJ pode ser um veículo importante nesse processo porque podemos implementar editais específicos para essas áreas em parceria com as universidades também para poder fazer política forense e fazer um laboratório. Hoje você não consegue identificar uma impressão digital no crime de assassinato, de roubo,  de qualquer outra coisa nesse sentindo. Então a gente precisa avançar nisso, investir e monitoramento para que a gente possa fazer um policiamento preventivo. Para que a gente possa também ter oportunidade e dar condições as polícias, principalmente a  Polícia Civil de investigar e achar os responsáveis pelos crimes no nosso Estado. Então o Rio de Janeiro tem jeito sim, eu tenho essa certeza que implementando uma gestão eficiente, mecanismos de controle para evitar corrupção… eu tive o privilégio de ser secretário por cinco vezes, você pode procurar não tem um processo, nunca respondi a um processo. Nunca tive um problema como o Tribunal de Contas do Estado, apesar de isso ser obrigação, mas justamente porque a gente sempre teve esse cuidado de implementar mecanismos de controle que evitasse este processo de desvio de conduta do servidor contratado ou Servidor Público então dá para fazer. Eu sou candidato porque eu acredito que tem jeito e que  tem como mudar.

 

Global Sustentável: Você argumentou soluções para melhorar a segurança pública e qual é a sua opinião sobre a intervenção militar no Rio de janeiro?

Pedro Fernandes: Eu acho que a intervenção é desnecessário, que se tem que ter é uma integração maior, o problema que se tinha com profissionais de segurança pública no Rio de Janeiro era falta de uma liderança, de um líder… é muito difícil ser liderado pelo Pezão que desmotiva. Além da desmotivação moral, você tem desmotivação de não ter instrumento, de condições de trabalho. Até os casos de corrupção de uma certa forma acaba sendo uma frustração maior. E como é que você vai querer cobrar do servidor a honestidade se as pessoas que estão acima dele não dá o exemplo. Então essas medidas que a gente pretende implementar no primeiro dia de governo se for essa vontade da população e do meu partido é justamente para que a gente possa implementar políticas de austeridade e gestos de moralidade para que dê condições ao Governador e aos seus secretários de exigir isso para toda parcela dos nossos funcionários públicos do Estado, então é o exemplo tem que vir de cima isso infelizmente não tem acontecido e acaba fazendo esse processo em cadeia  para todas as áreas do estado por falta de liderança e por falta de exemplo.

 

Global Sustentável: O servidor público do Estado do Rio de Janeiro vive um problema recorrente nos últimos tempos que é o atraso salarial. O próximo governador tem um desafio que é acabar com essa situação. Como o deputado pretende resolver a questão financeira?

Pedro Fernandes: A gente tem que tomar medidas duras de austeridade, mas essas medidas duras de austeridades  iniciaram pelo governador.  Governador vai abrir mão dos palácios. Não vai ter mais residência oficial, não vai ter mais a população pagando a sua bebida, sua comida, moradias ou transporte, nada disso. O salário que eu ganho como deputado e o salário que eu irei  (no caso se eleito) ganhar como governador é o suficiente para pagar o meu carro, a minha bebida, minha comida, minha moradia. A população  já paga meu salário não tem que ficar pagando isso. Eu falo com muita tranquilidade que sou o único deputado que abre mão de tudo. Eu não tenho carro oficial, eu não tenho combustível, não tem auxílio-moradia e eu não tenho auxílio selo, celular, vaga de estacionamento. As pessoas falam que o estado não tem dinheiro, mas quando a gente começa a vasculhar quais são os gastos do estado a gente fica perplexo. Vou te dar alguns exemplos: A gente gasta R$ 200 milhões com posto de vistoria do Detran. Para que serve isso? Único  estado do Brasil que tem essa porcaria é o Rio de Janeiro. A única coisa que faz é extorquir e encher o saco da população. Se tem algo ali que é importante como aferição de gases        pode ser implementado na Operação Lei Seca. Aí, a gente pega esses R$ 200 milhões e vai colocar em outro projeto. A gente gasta R$75 milhões com aluguel de  imóveis.  Eu garanto para você que 95% deles são totalmente desnecessário que pode ser encerrado da noite pro dia. Eu fui secretário de Ciência e Tecnologia e a secretaria funcionava num  o prédio,  na Glória com vista para o Aterro lindíssima, um luxo. Acho que o aluguel era mais de R$500 mil por mês A minha primeira ação como secretário foi me despejar. Sai do prédio e fui para um prédio próprio do estado com custo zero, onde a gente continuou e conseguimos realizar o projeto da mesma forma que era num prédio luxuoso do estado. Essa cultura precisa ser mudada a gente precisa ter esses gestos de moralidade e de austeridade  para poder começar isso em larga escala chegando  a todos setores do  estado. A gente gasta R$ 15 milhões em vagas de estacionamento  no centro da cidade para os bacanas poderem colocar os carros. Isso é inadmissível a gente gasta R$ 3 milhões  com residência oficial do governado. Se eu ficar falando aqui tudo que tem de gasto desnecessário e supérfluo…  agora você vai me perguntar isso vai resolver o problema do estado? Não,  não é isso que vai resolver o problema estado,  isso ajuda a dar credibilidade para as pessoas que querem vir investir no nosso estado.  Passa dar credibilidade quando exigido que o empresário pague o imposto em dia. Vai dar credibilidade porque a gente vai intensificar as ações de fiscalização nas divisas do estado, através das barreiras fiscais porque é isso que vai aumentar nossa arrecadação. Vai ser uma das ações que a gente vai fazer aumentar a arrecadação. A gente perde R$ 35 bilhões  em contrabando e principalmente sonegação de impostos porque não existe esse controle. Entram cerca  de 20 mil  caminhões por dia nas divisas do nosso estado porque  a gente  não tem gente o suficiente para fazer esse controle. Só tem um escâner que funciona em Itatiaia,   não dá para você fiscalizar o que tá na nota com que tá dentro da boleia do caminhão e aí isso não entra só contrabando e sonegação. Isso entra  drogas, entra armas um monte de outras coisas e esse a gente intensificar a fiscalização nas barreiras vai poder ajudar inclusive na questão da segurança pública.

 

Global Sustentável:  Qual a sua visão de educação para o estado?

 Pedro Fernandes:  A prioridade nesse momento é implementar o contra turno em todas as escolas do estado. Dessa forma fazer parceria com a Faetec para que a gente possa avançar na questão do ensino técnico profissionalizante. Que vai ser complementar a esse contra turno que será implementado. Você lembra dos R$ 200 milhões que eu te falei que a gente vai economizar com o Detran?  Então, a gente fez um estudo e nós temos cerca de 1600 escolas aqui no estado para eu implementar o contra  turno e em mil  escolas eu tenho custo de cerca de  R$ 200 milhões. O que é melhor botar posto de vistoria ou colocar a escola em tempo integral para praticamente todos os alunos da rede de ensino médio no estado do Rio?

 

Global Sustentável:  E como isso funcionária?

 Pedro Fernandes: Então, o que esse contra turno trabalha basicamente com cinco profissionais. Atividade cultural porque é importante você fazer que a escola seja mais atrativa para ao jovem. Teve um dado agora recentemente muito marcante. Cerca de 86% das crianças que dão entrada no Degase,  jovens infratores, abandonaram a escola. A gente está perdendo essa briga por tráfico de droga porque a gente não consegue fazer que  a escola retenha essas crianças. Aí, você vai entrar com uma pessoa que é muito importante, o profissional de educação para fazer o reforço escolar na escola. Crianças chegarem com dever de casa pronta em casa. Vamos fazer uma parceria com os universitários, tem várias escolas que esses alunos podem e devem ajudar. A gente vai dar uma bolsa-auxílio pra eles, para serem nossos monitores. Outros dois profissionais quem são muito importantes, que é o psicólogo e o assistente sócia. E por que o psicólogo e assistente social? Para poder ajudar a complementação da educação do aluno. Porque as famílias por não terem mais tempo de se dedicar aos estudos porque ou estão desesperadamente procurando trabalho ou estão desesperadamente trabalhando para manter o seu emprego. Então não tem mais aquela cultura de fazer o dever para as crianças, de conversar com as crianças de educar os filhos. Aí acaba que a gente empurra para a escola a responsabilidade de educar os  nossos filhos. Só que a gente não dá a escola instrumentos para absorver mais essa responsabilidade. O professor que está ensinando matemática, português, história, geografia passa boa parte do tempo tentando controlar a turma, educar o filho dos outros para poder conseguir dar aula. Aí, quando sobra um tempinho, o professor tenta dar a matéria dele. Então, se você colocar o assistente social e a psicóloga eles vão contribuir, vão ajudar a tirar do professor  essa responsabilidade. Podendo dar a sua aula com  mais tranquilidade.  Além disso poderá identificar vulnerabilidades, saber se a criança etá nutrida, saber se a criança está passando algum processo de violência doméstica, se tá fazendo uso de drogas, sofrendo bullyng…. Então é possível a gente fazer nas escolas esse contra turno, não só retém os alunos para fazer com que eles não fiquem com a cabeça ociosa como também  a gente possa  avançar e impedir que se continue tendo essa evasão escolar que a gente tem hoje.

 

Global Sustentável: Deputado foi noticiado na grande imprensa  há aproximadamente dois meses,  à questão de uma conversa  de uma possível aliança com  PC do B. Como que o deputado vê isso?

 Pedro Fernandes: Essas conversas estão acontecendo em nível nacional, os estados ficam muito restritivos porque a prioridade de todo os partidos é o projeto nacional. E cabe a nós aqui caminhar junto decisões que o partido tomar em nível nacional. Eu ficaria muito feliz se a gente conseguir construir essa frente de centro- esquerda, acho que além de ser o caminho mais fácil para poder chegar ao  segundo turno é… seria de uma certa forma um contra ponto  a tudo que vem  sendo aplicado aos   estados nos últimos anos. E o PT e o  PDT caminharia muito bem nesse Campo, mas as questões de aliança está sendo conduzido pelo presidente nacional, e cabe a  mim  apenas respeitar as decisões  que o partido tomar.

 

Global Sustentável: Qual o tamanho do envolvimento do Ciro na sua campanha aqui no Rio?

Pedro Fernandes: Na verdade tudo começou por causa dele. Ele me fez esse convite junto com o Lupi. A gente tava acreditando em um projeto, acredito muito não só a eleição do Ciro como acredito que o Ciro seja a única pessoa capaz de unir o Brasil e fazer uma gestão que a gente tanto precisa para poder sair dessa crise, sair desse emperramento,  do desenvolvimento econômico. Eu sempre fui um admirador  do Ciro. Quando fui estudar em Harvard, ele tinha saído um pouco antes e eu não consegui está com ele.  A única coisa que as pessoas podem falar dele é que de vez enquanto ele é explosivo, fala coisas polêmicas. Mas que bom… que bom que a gente tem oportunidade de caminhar ao  lado de alguém que nunca recebeu o uma acusação de corrupção e improbidade, de envolvimento com algo errado né?!  Que bom que ele defende  as convicções dele, alguns acham que de forma mais enfática, outros não. Mas eu prefiro caminhar com alguém preparado inteligente com ele, porém polêmico, do que caminhar com ladrão. A minha maior motivação além de saber que, na minha opinião, é o candidato mais preparado que o Brasil tem hoje. E é sem dúvida nenhuma o candidato, não vou dizer que é o mais honesto porque eu não sei se tem outros que são tão honesto quanto ele, mas se não tiver alguém, ele é o mais honesto. Nunca tivemos o desprazer de ver o nome dele envolvido com absolutamente nada.

 

Global Sustentável: Qual é o tamanho do espaço de projetos  para o  meio ambiente e sustentabilidade no seu  governo?

 Pedro Fernandes: O partido tá construindo esse plano de governo para o meio ambiente. O que eu posso adiantar é que uma das primeiras ações que o governo vai tomar é abrir os  editais na Faperj para desenvolvimento econômico e social para que a gente possa descobrir quais são vocações de cada município. Quais são os incentivos que cada empresa pode receber em cada município. Encaminhar para os municípios quais ações cada município pode fazer associadas as nossas, para que a gente possa trazer empresas. Eu vou só fazer uma abertura antes de concluir a sua pergunta. O Rio de  Janeiro tem a pior infraestrutura da região Sudeste. Rio de Janeiro tem o pior escoamento de produção da região Sudeste. Tem a maior carga tributária da região sudeste.  O Rio de Janeiro tem a pior qualidade de vida da região Sudeste, segurança uma porcaria, saúde é uma porcaria, educação nem se fala. Então se a gente não construir mecanismos para atrair investidores, empresas  para cá, para os nossos municípios a gente vai ter uma dificuldade muito grande. A gente tem que descriminalizar a questão dos incentivos fiscais, hoje a gente tem que auditar todos, para tirar todos aqueles que foram dados de forma não republicana, fraudulentos ou qualquer coisa nesse sentido. Os que não são merecedores esses serão cortados, os incentivos que geram emprego, que geram renda para o nosso estado serão mantidos e  até ampliados  dependendo da possibilidade,  caso  gere mais empregos ou gere mais renda para  o estado. O que tem que ter são critérios e critérios abordados de forma transparente é onde a população saiba qual empresa que está recebendo benefício. Dessa forma a gente vai poder construir e retomar o desenvolvimento econômico no estado que hoje está colapsado. Além disso fazer auditoria para exigir das empresas que têm o benefício fiscal que cumpra com a sua  contrapartida, que a geração de empregos. A gente fez esse levantamento que cerca de 90% das empresas não cumprem o que tá contratado e eu garanto que só com essa auditoria a gente vai gerar mais de 5 mil empregos só fazendo com que as empresas cumpram o que  tá contratado. Respondendo a sua pergunta, teremos cuidado de preservar o meio ambiente  e a tranquilidade de poder avançar no desenvolvimento econômico de uma forma responsável e sustentável. Nossos especialistas  vão  nos auxiliar junto à secretaria de meio ambiente, e outros órgãos para que a gente possa avançar onde é que pode se dar a licença qual o tipo de licença e qual tipo de empresa que pode ser instalado em cada região do estado. Então, quando você pensa em planejamento estratégico montado a partir daí, a gente pode avançar com clareza sabendo onde a gente quer chegar e qual empresa a gente vai atrair sem ter esses risco de ter que instalar qualquer empresa em qualquer lugar.

 

Global Sustentável: Para finalizar o Rio precisa de candidaturas serias, responsáveis e com conteúdo. Infelizmente vivemos um  momentos nacional em que não ter conteúdo virou algo sensacional. Nesse fenômeno incoerente parece que não ter conteúdo ajuda e sabemos que de fato isso não ajuda. Como o deputado analisa essa situação?

Pedro Fernandes: A gente espera que a população tenha o discernimento de fazer uma escolha mais racional do que passional. Historicamente infelizmente nós somos levados a votar na pessoa que a gente mais se identifica, que a gente gosta, que acha bacana, que acha do bem. A gente tem que ter a racionalidade e não pensar em votar em quem a gente gosta mais e sim em quem a gente acredita ter a capacidade de poder gerir o nosso estado de poder definir sobre a nossa vida, vida dos nossos filhos, dos nossos netos. Essa é a responsabilidade que o eleitor vai ter a partir do mês de outubro. Então eu acho que esse é o caminho. A  lava jato está dando uma contribuição muito importante. Poder de uma certa forma  a abrir um pouco mais, os olhos dos eleitores. Para que eles comecem a não compactuar não só com coisas erradas, com os corruptos, mas também com as pessoas que não têm a capacidade de gerir  nem um escritório imagina um estado ou um país. Então a gente vive essa crise do radicalismo tanto de um lado quanto do  outro. Só que a gente não pode esquecer que para alguém governar essa pessoa tem que ter capacidade de unir independente da ideologia e independente do credo. Isso é esse respeito à diversidade, respeito ao contraditório. O governante não pode se dar o luxo de defender as suas convicções apenas. Ele  tem que ter o entendimento que ele tá ali representando o coletivo  e é nisso que eu tenho que preparar a minha vida inteira, não só estudando mas passando por essas experiências de conversar com todos os setores para que caso seja essa vontade da população a gente esteja preparado para poder desempenhar  o melhor o trabalho possível.

 

 

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Samuel Marques

Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.

Professor de História, pai da Beatriz e um flamenguista sem solução. Apaixonado por política, sempre estive engajado nos movimentos sociais, iniciando com o Movimento Estudantil, a minha história de militância. Atualmente, ansioso por debater as questões políticas no país, se conectando com as mais variadas opiniões, e nunca, mas nunca, sem opinião alguma.



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