A água é algo difícil de determinar, estabelecer ou mesmo ter relação, se não for determinado qual seu uso, qual sua finalidade, mas nesse texto, iremos trabalhar com a Água de Beber.

 

Agrotóxicos, metais pesados e substâncias que imitam hormônios podem estar na água que chega à torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garrafões, restaurantes e supermercados.

A água usada para abastecimento público passa por um processo de tratamento e desinfecção mecânico e químico, que elimina toda a poluição microbiológica (coliformes totais – grupos de bactérias associadas à decomposição da matéria orgânica – e Escherichia coli). Mas é importante destacar que a caixa d’água deve ser limpa a cada 6 meses, tanto em residências, quanto prédios, pois tudo pode mudar naquele ambiente, em caso de prédios, a limpeza deve ser efeutada e documentada por empresa com pessoal qualificado.

Na água do abastecimento público, existem vários tipos de poluentes tóxicos. Estudos científicos associam o consumo de muitos deles ao aumento da incidência de câncer na população, enquanto outros têm efeitos ainda pouco conhecidos na saúde. Estão presentes na água que bebemos substâncias químicas como antimônio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto, mercúrio, nitratos, triclorobenzeno, diclorometano; agrotóxicos como atrazina, DDT, trifluralina, endrin e simazina; e desinfetantes como cloro, alumínio ou amônia. O Ministério da Saúde normatiza (Portaria 2.914/2011) os níveis de 15 produtos químicos inorgânicos, de 15 produtos químicos orgânicos, de 7 produtos químicos que provêm da desinfecção domiciliar e de 27 tipos de agrotóxicos presentes na água.

E para isso, deve ser efetuada a despoluição da água, retirando contaminantes, incluindo os presentes na Portaria 2.914/2011, e preferencialmente, superando-a, buscando remover a presença de outras substâncias, reduzi-las para níveis adequados ou reduzir a níveis não detectáveis conforme as metodologias analíticas aceitas.

Ao se pensar em processo normativo para purificação de água para abastecimento público, a coagulação de substâncias para sua remoção é largamente utilizado, porém o uso do sulfato de alumínio é muito polêmico no mundo todo. Ainda que não tenha sido provada uma relação direta entre esse produto químico e a doença de Alzheimer, vários cientistas europeus defendem que ele é responsável pelo aumento da incidência da doença. Estudo feito durante oito anos pelo Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica, em Bordeaux (França), concluiu que uma forte concentração de alumínio na água, bebida a vida toda, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer. Por sua vez, um estudo britânico publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry em 2006 onde a autópsia de Carole Cross, que morreu, aos 59 anos, de Alzheimer, observou-se altas concentrações de alumínio no seu cérebro. Os autores relacionaram o achado a um acidente que atingiu a cidade de Camelford, na Inglaterra, onde Carole vivia em 1988. Na época, 20 toneladas de sulfato de alumínio foram depositadas por engano nas tubulações de água potável.

Em Paris, a substância deixou de ser usada nesse processo há mais de 20 anos. Adota-se o cloreto férrico. A prefeitura da capital francesa resolveu fazer a mudança pelo que é conhecido como princípio da precaução: se existem antecedentes ou experiências que sugiram um risco, não se espera que a ciência comprove isso.

Devemos levar em consideração que a alimentação é uma fonte de contaminação com alumínio, não sendo apenas a água, porém, o consumo de água contaminada, em teoria, pode elevar a possibilidade de excesso de alumínio no organismo.

 

 

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Farmacêutico-Bioquímico, consultor em organização de sistemas da qualidade, P&D&I, sustentabilista, protetor de gatos, escritor, e curioso oficial

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