Entrevistas

“A educação por si só, não é redentora…”

Quais os desafios para a defesa da Educação brasileira, em tempos de desconstrução da democracia e a reforma previdenciária que afeta em muito os profissionais da educação?

Lutar contra a implementação da PEC 55, que limita os gastos com pessoal, plano de carreira, progressões, que são muito importantes para a valorização do magistério. O grande desafio é organizar todos os trabalhadores da área de Educação para resistir à perda de direitos e lutar pela qualidade da escola pública. Outro item é a reforma do Ensino Médio, um retrocesso, que desobriga a oferta de disciplinas como Sociologia e Filosofia, fundamentais para a formação de cidadãs e cidadãos críticos, que possam ter condições de contribuir para a mudança dessa sociedade desigual.

A educação, por si só, não é redentora. “Sozinha” não vai mudar nossa realidade. Mas se tivermos uma escola pública de qualidade, com profissionais valorizados e comprometidos, será, com certeza, um dos elementos que podem ajudar na transformação da sociedade; por isso a luta contra a reforma da previdência. O ajuste fiscal atinge, primeiramente, as trabalhadoras e trabalhadores. Na verdade, existe um movimento que acontece no mundo todo, que é a privatização da previdência. Atores organizados, de grupos de fundos privados, querem esse filão. Vivemos uma retomada do Estado Mínimo, que sempre se construiu nos países, tirando o direito das trabalhadoras e trabalhadores. O Estado garante benesses para o setor privado. É a retomada conservadora e ofensiva ao direito dos trabalhadores. Não só a Educação, mas todas as categorias tem de se organizar e fazer luta conjunta por seus direitos.

Professora Josete Dubiaski é vereadora pelo Partido dos Trabalhadores em Curitiba, Paraná.

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